Conhecendo a diferença: alergia vs. UCE (Urticária Crônica Espontânea)

13/04/2017

Conhecendo a diferença: alergia vs. UCE (Urticária Crônica Espontânea)

Você tem amigos ou familiares que têm alergia ao pólen? Talvez alguém que você conheça seja alérgico a cães ou gatos. Todos nós estamos familiarizados com essas condições alérgicas bastante comuns, mas quando algo parece, mas não é realmente uma alergia?

Quiz de UCE

Você também achou que a sua UCE (urticária crônica espontânea) era uma alergia no início? Talvez o seu médico possa ter pensado isso também. Apesar das semelhanças, em geral a UCE não é uma alergia.1

Quando a urticária dura mais de seis semanas, nestes casos, a doença é classificada como urticária crônica.1

Em cerca de 67% dos casos de urticária crônica, mesmo após uma investigação clínica completa, não há um agente externo causador das lesões. Nestes casos, a urticária crônica é classificada como UCE: urticária crônica espontânea (antigamente conhecida como idiopática).1,2

Então, se não é uma alergia, o que é?

Algumas vezes, substâncias inofensivas, como pólen ou a poeira, entram em contato com o nosso corpo e o sistema imunológico reage exageradamente. Isso é chamado de uma reação alérgica ou alergia.4

Normalmente, entrar em contato com coisas como o pólen não é um problema, mas se você já tiver sofrido de alergia ao pólen, saberá o quão chato e irritante esse problema pode ser. Isso acontece por que o seu sistema imunológico confunde o pólen com uma ameaça real e inicia uma resposta imediata ou, às vezes, tardia.4

O principal fenômeno de uma alergia é a ativação dos mastócitos, um tipo de célula que vive em sua pele e outros lugares do corpo. Os mastócitos são uma parte de seu sistema imunológico que libera substâncias químicas quando percebe uma “ameça”.4

Não surpreende que você possa ter confundido a UCE com uma alergia, porque quando os mastócitos liberam suas substâncias químicas, isso pode resultar na formação de urticas pruriginosas – assim como ocorre com a UCE.1,4

Você deve estar pensando: se a urticária crônica espontânea tem a aparência de uma alergia e parece com uma alergia, por que não é? Embora o processo possa ser bastante semelhante, com os mastócitos liberando histamina tanto na UCE quanto as alergias, a UCE não apresenta um fator desencadeante.2

Para alguém que tenha alergia ao pólen, podemos ter certeza de que o pólen é o gatilho, mas com a UCE, não há uma causa externa.

Com gatilho ou sem gatilho: isso realmente importa?

Importa se você tiver UCE. Se você for alérgico a pelos de animais, você pode evitar cães e gatos e, mesmo que você tenha alergia ao pólen, você pode prever o problema e tomar medidas preventivas. Mas e se não houver avisos nem nada para se evitar? Isso pode tornar mais desafiador controlar completamente os sintomas e também pode significar que os sintomas durarão mais tempo.2 Alguns pacientes ficam frequentemente preocupados sobre a próxima crise, tornando difícil viver suas vidas da forma que gostariam.

Muitas pessoas lutam contra a natureza imprevisível da urticária crônica espontânea, que impacta suas vidas sociais e relacionamentos.5

A UCE afetou a forma com que você vive sua vida?

A urticária crônica espontânea precisa e pode ser completamente controlada, mesmo que não apresente risco para a vida.2 Como pode durar muitos anos em alguns pacientes, isso acaba interferindo, de forma significativa, na sua qualidade de vida e rotina.6

Se você foi diagnosticado recentemente com UCE ou não consegue descobrir a causa de seus sintomas “alérgicos” recorrentes, é uma boa ideia conversar com seu médico. Você pode não encontrar um gatilho, mas você pode receber um diagnóstico melhor, receber alguns bons conselhos, se beneficiar dos tratamentos disponíveis para controlar os sintomas e ajudar você a seguir com sua vida.

Se você suspeitar que tem UCE, recomendamos que você visite um médico especialista, seja um alergologista/imunologista ou um dermatologista e fale com ele sobre os sintomas.

Se você já foi diagnosticado com urticária crônica, uma medida importante é monitorar a doença. Isso pode ser feito por meio dos questionários UAS7 e o DLQI reconhecidos e utilizados internacionalmente que medem a gravidade dos sintomas e o seu impacto na qualidade de vida dos pacientes.2

A boa notícia é que 92% das pessoas com UCE conseguem viver sem nenhum sinal ou sintoma doença quando recebem o tratamento adequado.7


Referências

1. Augey F, Gunera-Saad N, Bensaid B et al. Chronic spontaneous urticaria is not an allergic disease. Eur J Dermatol 2011; 21(3):349-353.
2. Zuberbier T, Aberer W, Asero R et al. The EAACI/GA²LEN/EDF/WAO Guideline for the Definition, Classification, Diagnosis and Management of Urticaria. The 2017 Revision and Update. Allergy. 2018 Jan 15.
3. Maurer M, Weller K, Bindslev-Jensen C et al. Unmet clinical needs in chronic spontaneous urticaria. A GA2LEN task force report. Unmet clinical needs in chronic spontaneous urticaria. A GA2LEN task force report. Allergy 2011;66:317–30.
4. What is an allergy? Disponível em: http://www.allergyuk.org/what-is-an-allergy/what-is-an-allergy Último acesso em setembro de 2016.
5. O’Donnell BFO et al. The impact of chronic urticaria on the quality of life. Br J Dermatol 1997; 136:197-201.
6. Kang MJ et al. The Impact of Chronic Idiopathic Urticaria on Quality of Life in Korean Patients. Ann Dermatol 2009 Aug;21(3):226–9.
7. Kaplan AP. Therapy of chronic urticaria: a simple, modern approach. Ann Allergy Asthma Immunol. 2014 May;112(5):419-25.

Fonte: Skin to Live In. Disponível em: http://www.skintolivein.com/urticaria/urticaria-and-you/knowing-the-difference/

Veja mais em: Viva sua pele

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