Tratamentos para a UCE (Urticária Crônica Espontânea)

12/11/2014

Tratamentos para a UCE (Urticária Crônica Espontânea)

O tratamento da UCE (urticária crônica espontânea) tem como objetivo o controle completo dos sintomas,1 permitindo que o paciente possa viver com qualidade e retomar suas atividades diárias sem prejuízos ou limitações.

Quiz de UCE

Além disso, é importante saber que 92% das pessoas com UCE conseguem viver sem nenhum sinal ou sintoma (isso inclui ficar livre do angioedema) doença quando recebem o tratamento adequado.2

O tratamento padrão são os anti-histamínicos não sedantes, que agem diretamente bloqueando a ação da histamina.1 O tratamento da urticária crônica espontânea e a dosagem adequada do medicamento devem ser determinados pelo médico. Por mais tentadora que a automedicação possa parecer – por conta do desconforto causado pelos sintomas da UCE – o paciente deve sempre seguir todas as recomendações médicas.4 Isso é fator determinante para o sucesso do tratamento por diferentes razões, inclusive porque alguns medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, podem provocar exacerbações e agravar os sintomas da UCE.5

De acordo com diretrizes internacionais, o médico pode aumentar a dose de alguns anti-histamínicos caso o paciente não obtenha o controlel completo dos sintomas da UCE com a posologia inicial após período de duas a quatro semanas de tratamento.1 Se os sintomas não desaparecem após duas a quatro semanas, apesar da adesão ao tratamento com anti-histamínico adequado, o médico deverá lançar mão de tratatmentos mais modernos já disponíveis no Brasil.1

Cerca de 25% dos pacientes com UCE não obtêm controle completo dos sinais e sintomas mesmo com o uso de anti-histamínicos em doses otimizadas1 e, por isso, necessitam de uma abordagem terapêutica diferenciada.1

Em alguns casos, os pacientes com UCE podem apresentar o angioedema, um inchaço (edema) acompanhado de dor, mais comum em regiões como lábios, pálpebras, área genital, palmas das mãos e plantas dos pés.3 Quando houver suspeita de obstrução das vias aéreas associada – caracterizada por inchaço e dor na garganta, náuseas, vômitos e hipotensão arterial4 (queda da pressão arterial) – recomenda-se que o paciente busque tratamento médico de emergência, diminuindo o risco de consequências mais graves com tratamento adequado.5

Automedicação no tratamento da UCE: os perigos dos corticoides

Infelizmente, é muito comum que os pacientes com UCE (urticária crônica espontânea) façam um uso indiscriminado da automedicação, especialmente dos corticoides orais, na tentativa de prevenir as crises ou de “ficar bom rápido”.

O que nem todos as pessoas com UCE sabem é que uso indiscriminado de corticoides orais têm inúmeros efeitos adversos no organismo, gerando dependência, o que leva a alterações estéticas e até metabólicas sérias, como obesidade, hipertensão, osteoporose, diabetes e miopatia por corticosteroidesa.2


Referências

1. Zuberbier T, Aberer W, Asero R et al. The EAACI/GA²LEN/EDF/WAO Guideline for the Definition, Classification, Diagnosis and Management of Urticaria. The 2017 Revision and Update. Allergy. 2018 Jan 15.
2. Kaplan AP. Therapy of chronic urticaria: a simple, modern approach. Ann Allergy Asthma Immunol. 2014 May;112(5):419-25.
3. Maurer M et al. Unmet clinical needs in chronic spontaneous urticaria. A GA²LEN task force report. Allergy. 2011 Mar;66(3):317-30.
4. Home Remedies. Urticaria. Disponível em: http://www.home-remedies-for-you.com/remedy/Urticaria.html Acesso em 5 de agosto de 2015.
5. Criado RFJ et al. Urticárias. Rev. bras. alerg. imunopatol. 2005 Nov/Dez; 28(6).
6. Staevska et al. The effectiveness of levocetirizine and desloratadine in up to 4 times conventional doses in difficult-to-treat urticaria. J Allergy Clin Immunol. 2010;125:676-82.
7. Australian Society of Clinical Immunology and Allergy (ASCIA). Angioedema. Disponível em http://www.allergy.org.au/patients/skin-allergy/angioedema. Último acesso em 05 de agosto de 2015.
8. Site Skin to Live In. Disponível em: http://www.skintolivein.com/research-in-dermatology/infographics/positive-actions/positive-actions-positive-results/# Último acesso em 03 de agosto de 2015.
9. Skin to Live In. Disponível em: http://www.skintolivein.com/research-in-dermatology/infographics/skin-at-work/skin-at-work-worries-in-workplace/ Último acesso em 03 de agosto de 2015.

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