A origem da urticária

10/11/2014

A origem da urticária

A literatura relata diversas condições ou doenças relacionadas à etiologia da urticária e/ou do angioedema,1 entretanto suas manifestações clínicas aparecem quando uma das células do sistema imunológico, o mastócito, é ativado.1 O mastócito passa então a liberar grandes quantidades de mediadores inflamatórios, principalmente a histamina, substância responsável pela sintomatologia da doença (pápula, prurido e eritema). Nem sempre é possível identificar quais situações ativam o mastócito e a histamina, por isso, em muitos casos, a urticária não tem origem clara estabelecida.2-4

Dentre os fatores causadores da urticária (e consequentemente da liberação da histamina), as doenças internas ocupam um espaço ainda controverso. Infecções, infestações, malignidades internas, leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e carcinomas do cólon, entre outros, têm sido referidos por vários autores como associados à urticária crônica,1 mas são causas raras. Além disso, doenças endócrinas como o hiper ou hipotireoidismo podem estar envolvidas no universo etiológico da urticária e do angioedema, bem como diversas doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide.1

“Os pacientes com urticária muitas vezes se sentem desconfortáveis e intrigados com a doença por ela não ter uma causa clara ou única. Muitas vezes, passam por diversos profissionais de saúde em busca de uma resposta”, explica Dr. Luis Felipe Ensina, Especialista em Alergia e Imunologia Clínica. (RQE 25413) CRM 86.758

A urticária mais frequente entre os pacientes é aguda, caracterizada por crises que duram menos de seis semanas.2-4 Em adultos, ela é causada principalmente por reações relacionadas ao uso de medicamentos, seguida de infecções e alimentação.

Já em crianças, a urticária aguda tem maior prevalência por determinadas infecções, depois pelo uso de medicamentos e, por último, por alergia a algum alimento. Seja em crianças ou adultos, os medicamentos que mais propiciam o aparecimento da urticária aguda são anti-inflamatórios como diclofenacos, aspirina e dipirona. Já os alimentos variam bastante de acordo com a idade. Crianças podem ter reações a leite e ovo, principalmente, e adultos a frutos do mar, peixes e oleaginosas, como castanhas e nozes.

A urticária crônica também possui subtipos menos frequentes, conhecidas como urticárias físicas. Elas são desencadeadas por situações relacionadas ao ambiente, como a colinérgica – reação ao calor, como sol, banho quente e exercícios físicos; e a aquagênica, que é uma hipersensibilidade à água.


Referências

1. Criado RFJ et al. Urticária e doenças sistêmicas. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.45 n.4 São Paulo Sept./Dec. 1999.
2. Greaves M. Chronic urticaria. Allergy Clin Immunol 2000;105:664–72.
3. Maurer M et al. Unmet clinical needs in chronic spontaneous urticaria. A GA²LEN task force report. Allergy 2011;66:317–30.
4. Zuberbier T et al. EAACI/GA(2)LEN/EDF/WAO guideline: definition, classification and diagnosis of urticaria. Allergy 2009;64:1417–26.

Veja mais em: Urticária

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