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O diagnóstico de esclerose múltipla assusta, mas está longe de ser sinônimo de um futuro interrompido. Pelo contrário: é uma oportunidade de adotar um conjunto de cuidados que ajudam a barrar a progressão da doença, representando mais autonomia e qualidade de vida para o paciente.1

Começando por um dos principais temores de quem descobre sua condição, uma boa notícia: a esclerose múltipla não implica em redução radical no tempo de vida. Um levantamento canadense, publicado no periódico Neurology, em 2015, estimou a expectativa dos pacientes em 75,9 anos.2 E muitos deles conseguem levar uma rotina normal, graças aos recursos terapêuticos e às informações científicas atualmente disponíveis.3 Prova disso é o levantamento realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista,4 que revelou:

  • mais de 80% dos pacientes referiam capacidade de autocuidado;4
  • 85% se consideravam ativos para tarefas avançadas;4
  • 51% relatavam moderada dependência para atividades cotidianas.4

As limitações impostas pela doença podem variar muito de uma pessoa para outra e de acordo com o subtipo da esclerose múltipla. Tanto é que os médicos recorrem a uma escala de zero a 10 para avaliar, de forma individual, o grau de capacidade funcional.5

Mas o fato é que existe uma série de medidas que visa diminuir a frequência e a intensidade das crises, minimizando seu impacto.


Referências

1. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Esclerose Múltipla. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/maio/06/PCDT-Esclerose-Multipla-06-05-2015.pdf Acesso em agosto/2020.
2. Marrie RA, Elliott L et al. Effect of comorbidity on mortality in multiple sclerosis. Neurology, 2015. Disponível em: https://n.neurology.org/content/neurology/early/2015/05/27/WNL.0000000000001718.full.pdf Acesso em agosto/2020.
3. Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro). Disponível em: LINK3 Acesso em agosto/2020.
4. Oliveira-Kamakura AR; Bezutti LM et al. Capacidade funcional e de autocuidado de pessoas com esclerose múltipla. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1518-8345.3068.3183 Acesso em agosto/2020.
5. Amigos Múltiplos pela Esclerose. Disponível em: https://amigosmultiplos.org.br/noticia/o-que-e-edss-e-como-se-mede-a-progressao-de-deficiencia-na-esclerose-multipla/ Acesso em agosto/2020.

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