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Não é possível prever o curso da esclerose múltipla. Embora a gama de manifestações associadas a ela seja bem conhecida pelos cientistas, não dá para saber quais sintomas específicos cada paciente vai apresentar, tampouco quando.

Felizmente, há uma série de profissionais capacitados para lidar com a doença e suas variações, além, é claro, do neurologista, um dos protagonistas do tratamento.1

Mente sã

É importante ressaltar a relevância do psicólogo e do psiquiatra. Afinal, a própria imprevisibilidade da patologia pode gerar ansiedade e depressão para quem recebe um diagnóstico, exigindo suporte para aceitar e enfrentar a nova condição.1

Sem contar que a enfermidade em si favorece alterações de memória, atenção, pensamento ou emoções.1 Adaptar-se a essas e outras eventuais dificuldades é um grande desafio, que pode ser menos árduo se o paciente tiver apoio especializado.1

O assistente social também tem papel fundamental nesse cenário, levando em conta o impacto social, familiar e até profissional que a esclerose múltipla pode acarretar.1

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Por conta do potencial de comprometer a fala e a deglutição, o fonoaudiólogo é outro parceiro valioso no cuidado ao paciente. As intervenções vão desde orientações para mudança na consistência da dieta até estratégias para favorecer o tônus e o movimento de estruturas envolvidas na fala, incluindo língua, bochecha e lábios.2

Para minimizar prejuízos motores e controlar sintomas como rigidez, perda de equilíbrio e espasmos, é o fisioterapeuta que entra em cena, acompanhado do terapeuta ocupacional, que auxilia na conquista da independência e no aumento da produtividade e da segurança na realização de tarefas associadas a autocuidado, locomoção, lazer e atuação profissional.2

Complementando o rol de cuidados, outros profissionais especializados podem auxiliar o paciente, conforme o surgimento de sintomas. É o caso de especialistas no controle da dor, podólogos, nutricionistas, urologistas e quiropráticos.3

Reabilitação cognitiva

Levando em conta que, aproximadamente, 10% dos pacientes enfrentam prejuízos cognitivos, com problemas de memória ou concentração, por exemplo, vale reforçar que existe a chamada reabilitação cognitiva, com estratégias práticas que ajudam a lembrar de tarefas e compromissos, além de exercícios para aprimorar o raciocínio.2


Referências

1. Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Disponível em: http://abem.org.br/enfase-na atenção Acesso em agosto/2020.
2. Amigos Múltiplos pela Esclerose. Disponível em: https://amigosmultiplos.org.br/noticia/problemas-de-fala-e-degluticao-na-esclerose-multipla/ Acesso em agosto/2020.
3. Atlas da EM 2013 – Mapeamento da Esclerose Múltipla no Mundo. Disponível em: http://abem.org.br/wp-content/uploads/2015/05/abem.org.br_pdfs_Atlas_EM_2013_FINAL_ABEM_baixa.pdf Acesso em agosto/2020.

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