2-8-em-sem-duvidas

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, que afeta o cérebro e a medula espinhal, com comprometimento da camada que envolve os neurônios, batizada de mielina. Sem o revestimento íntegro, essas células nervosas ficam prejudicadas em sua função de conduzir sinais elétricos.1

Consequentemente, podem surgir sintomas como fadiga, depressão, dor articular, alteração do equilíbrio, da coordenação motora e da fala, da deglutição, além de comprometimentos visuais, cognitivos e emocionais, entre outros.1

Apesar de soar assustador e se tratar de um problema crônico, para o qual não existe cura, é possível controlá-lo e desacelerar sua progressão, com rotina e tratamento adequados. Isso quer dizer que muitos pacientes conseguem levar uma vida normal.2

Considerando que a doença, na maioria das vezes, se manifesta em surtos ou ataques agudos, seguidos de remissão espontânea ou após intervenção com medicamentos, o acompanhamento médico visa diminuir a frequência e a intensidade das recorrências, a redução de internações e a melhora dos sintomas.3

Grupo de risco

Ao contrário do senso comum, que associa o termo ‘esclerose’ à terceira idade, a doença costuma acometer indivíduos jovens – sobretudo mulheres entre 20 e 40 anos, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla.1 Mas, afinal, por que isso acontece?

Origem da enfermidade

Embora a causa exata da esclerose múltipla ainda seja desconhecida, os especialistas sabem que ela está relacionada a um mecanismo inflamatório e autoimune, ou seja, quando o sistema imunológico entra em descompasso e começa a agredir as próprias células do organismo.1-3 Especula-se que não só fatores genéticos, mas também ambientais, como a carência de vitamina D, o tabagismo e a exposição a determinados microrganismos, têm sua parcela de culpa como gatilhos do descontrole.2

Apesar de ter uma progressão imprevisível, não restam dúvidas de que a esclerose múltipla pode ser controlada com uma série de intervenções possíveis e comprovadamente benéficas. Para isso, é importante conhecer a natureza da enfermidade, ficar atento aos sintomas e procurar um especialista, em caso de suspeita.5

O recado que precisa ficar em mente é que a dupla ‘diagnóstico precoce’ e ‘cuidado multidisciplinar’ é capaz, sim, de ampliar de forma significativa a qualidade de vida de quem enfrenta essa condição.

Esclerose múltipla em números

  • 15 a cada 100 mil brasileiros, em média, têm esclerose múltipla no Brasil.3
  • 2-3 para 1 é a proporção de mulheres com esclerose múltipla, em relação aos homens.4
  • 35 mil pessoas, aproximadamente, vivem com esclerose múltipla no país.5


Referências

1. Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Disponível em: http://abem.org.br/esclerose/esclerose-multipla-em-detalhes/ Acesso em agosto/2020.
2. Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro). Disponível em: http://www.cadastro.abneuro.org/site/conteudo.asp?id_secao=31&id_conteudo=59&ds_secao=per Acesso em agosto/2020.
3. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Esclerose Múltipla. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/maio/06/PCDT-Esclerose-Multipla-06-05-2015.pdf Acesso em agosto/2020.
4. Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Disponível em: https://portalsbn.org/portal/esclerose-multipla/ Acesso em agosto/2020.
5. Ministério da Saúde. Disponível em: http://bvs.saude.gov.br/ultimas-noticias/3028-30-8-dia-nacional-de-conscientizacao-sobre-a-esclerose-multipla Acesso em agosto/2020.

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