O diagnóstico da esclerose múltipla

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A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, sendo contínua ao longo da vida.1 O avanço dos sintomas geralmente é gradual, mas é importante ter atenção aos sinais para que o paciente possa procurar acompanhamento médico o mais breve possível, pois diferentes tipos de EM podem exigir diferentes tipos de cuidados.1

Pacientes com esclerose múltipla apresentam manifestações clínicas diversas nas quais estão envolvidos fatores genéticos e ambientais.2 A maioria das pessoas com EM tem uma expectativa de vida normal.1

Diagnóstico

Para realizar o diagnóstico, os neurologistas usam uma lista de critérios para confirmar se uma pessoa tem esclerose múltipla (EM).1 Para isso, precisam encontrar evidências no sistema nervoso central (SNC) que mostrem que esses danos ocorreram em momentos diferentes e em áreas diferentes do SNC, o que chamamos de disseminação no tempo e espaço.2,3 O sistema nervoso central inclui o cérebro, a medula espinhal e os nervos ópticos.4

Disseminação no tempo: significa que os danos no SNC devem aparecer em momentos diferentes. Por exemplo, se uma pessoa teve sintomas visíveis ou uma ressonância magnética mostrando danos em um momento e, depois de mais de 30 dias, por exemplo, novos danos aparecerem, isso conta como disseminação no tempo.2

Disseminação no espaço: quando os danos no SNC afetam pelo menos duas áreas diferentes.2 Se uma pessoa tem lesões em duas partes diferentes do cérebro ou da medula espinhal, isso conta como disseminação no espaço, por exemplo.2

Para fazer essa avaliação, o médico deve considerar qualquer surto de sintomas que a pessoa tenha tido, além de analisar os exames de ressonância magnética para ver se há sinais de atividade da esclerose múltipla e como esses sinais mudaram ao longo do tempo.1-4

Os resultados de um teste de punção lombar, que analisa o líquido ao redor da medula espinhal para ver se houve atividade da EM no passado, também podem ser usados no diagnóstico.1-4

Os médicos podem usar vários métodos para confirmar ou não um diagnóstico de EM, incluindo:4

  • Exames de sangue para descartar outras condições que causam sintomas semelhantes aos da esclerose múltipla;4
  • Análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), ou punção lombar, usada para procurar um grupo de proteínas chamadas bandas oligoclonais. Em pessoas com diagnóstico confirmado de EM, 5% a 10% não apresentam anormalidades no LCR. Portanto, a análise do LCR por si só não pode confirmar ou excluir um diagnóstico de EM;4
  • Ressonância magnética (MRI), ferramenta de diagnóstico que oferece a maneira mais sensível e não invasiva de examinar o cérebro, a medula espinhal ou outras áreas do corpo. É uma ferramenta importante para diagnosticar EM e acompanhar a progressão da doença.4

Vale dizer que a ressonância magnética da medula espinhal tem um papel central na prática clínica da esclerose múltipla para diagnóstico e monitoramento da doença.2

Portanto, os critérios diagnósticos basicamente incluem sintomas clínicos, presença de lesões típicas detectadas por ressonância magnética (RM) e achados laboratoriais.2,4

O diagnóstico precoce é muito importante para identificação do tratamento adequado e controle da doença.4 Converse com o seu médico.


Referências:
1) National Institute of Neurological Disorders and Stroke. Multiple Sclerosis. Disponível em: Multiple Sclerosis | National Institute of Neurological Disorders and Stroke. Acesso: janeiro de 2025.
2) National Library of Medicine. Cerebrospinal Fluid Analysis in Multiple Sclerosis Diagnosis: An Update. Disponível em: Cerebrospinal Fluid Analysis in Multiple Sclerosis Diagnosis: An Update – PMC (nih.gov). Acesso: janeiro de 2025.
3) Science Direct. Diagnosis of Multiple Sclerosis. Disponível em: Diagnosis of Multiple Sclerosis – an overview | ScienceDirect Topics Acesso: janeiro de 2025.
4) National Multiple Sclerosis Society. How MS Is Diagnosed. Disponível em: How Is Multiple Sclerosis Diagnosed? | National MS Society Acesso: janeiro de 2025.


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