Medo. Uma palavra curta, mas que pode tomar um espaço enorme dentro da gente.
É comum, depois de um diagnóstico de câncer de mama, que o medo apareça de muitas formas: medo do tratamento, dos efeitos colaterais, das mudanças no corpo, de depender dos outros, de não conseguir dar conta, de não ser mais quem você era antes. E tudo isso é válido.1
Sentir medo não é sinal de fraqueza, é sinal de consciência e cuidado consigo mesma.
Fingir que não sente pode machucar mais do que sentir
Quando a gente tenta esconder o medo ou ignorá-lo, ele encontra outros caminhos para aparecer: no sono que não vem, no coração acelerado, nas preocupações que se acumulam em silêncio.1
Falar sobre ele com quem você confia pode trazer alívio e clareza. Pode ser com uma pessoa próxima, um(a) psicólogo(a), um grupo de apoio ou alguém que já passou por uma experiência parecida.1
Nomear o medo é um jeito de dar forma ao que assusta e entender que ele não precisa te paralisar.
E se o medo vier, o que pode ajudar?1
Além do acolhimento emocional1, algumas atitudes simples podem amenizar a ansiedade do dia a dia:
- Respirar fundo por alguns minutos, de forma consciente
- Caminhar, se for possível, ou movimentar o corpo suavemente
- Dormir bem e tentar manter uma rotina leve
- Escrever o que sente, mesmo que ninguém vá ler
- Reservar momentos de silêncio para escutar a si mesma
Não são fórmulas mágicas, mas podem ajudar a trazer mais presença e equilíbrio para os dias difíceis.
Você não precisa ser forte o tempo todo
Existe uma ideia equivocada de que coragem é o oposto do medo. Mas, na verdade, a coragem é continuar, mesmo sentindo medo. É acolher o que se sente e, ainda assim, seguir.
Você não precisa se anular para seguir em frente. Pode sentir, respirar fundo, pausar… e recomeçar quantas vezes forem necessárias. Essa também é uma forma legítima de força.
Sentir é parte do tratamento
O cuidado emocional também faz parte da sua jornada. Além dos remédios, das consultas e dos exames, cuidar da mente e das emoções é essencial para o bem-estar.1
Permitir-se sentir é um gesto de respeito à sua história. Afinal, ninguém atravessa tudo isso ileso — e você não precisa enfrentar tudo sozinha(o).
Se o medo estiver presente, segure a mão dele.
E siga no seu tempo.
Referências:
1. AMERICAN CANCER SOCIETY. Managing emotions during cancer. American Cancer Society [Internet]. Disponível em: https://www.cancer.org/treatment/survivorship-during-and-after-treatment/coping/emotional-side-effects.html. Acesso em: 16 de agosto de 2025.
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