Hora de começar a terapia? O impacto emocional da psoríase


Hora de começar a terapia? O impacto emocional da psoríase

O impacto da psoríase vai muito além da pele. Vamos explicar isso e te ajudar a avaliar se um profissional pode ajudar

A maioria de vocês já sabe que a psoríase não é uma doença apenas física, certo? Se você já ouviu “ah, é só um vermelhinho na pele” e quase teve um ataque ali mesmo, você sabe exatamente do que estamos falando. Por quê? Porque a psoríase é muito mais do que isso.

Sejamos realistas. As pessoas olham. Quando enxergam as placas e a descamação grave, olham de novo. Alguns cochicham, outros julgam. Aí você junta isso à convivência com dor, fadiga, coceira e outros sintomas1-2, e é claro que viver com psoríase não é nenhum mar de rosas.

E seria bem difícil que todos esses desafios não tivessem um impacto sobre o bem-estar emocional de alguém. Então fomos pesquisar sobre o impacto emocional da psoríase… E como a terapia pode ajudar.3

Você sabe o que é DLQI?

O Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia, ou DLQI, foi criado para avaliar o impacto de doenças de pele, inclusive o da psoríase, na qualidade de vida dos pacientes. O DLQI – somado a outros índices, como o PASI – é uma das ferramentas mais usadas no mundo todo para avaliar o estado de saúde de uma pessoa com psoríase, a gravidade da doença e a resposta ao tratamento proposto.4

Você pode ter acesso gratuito ao questionário DLQI e seu médico ao PASI no aplicativo Bem Estar, (disponível para iOS e Android). O app permite gerar e enviar um relatório diretamente para seu médico, que terá acesso detalhado à evolução da psoríase e, assim, mais facilidade em avaliar sua resposta ao tratamento proposto. Converse com seu médico, monitorem os impactos da psoríase e definam juntos como minimizá-los!

O que as pesquisas têm a dizer

Segundo a Fundação Nacional de Psoríase dos Estados Unidos (EUA), pessoas que vivem com psoríase são duas vezes mais propensas a ter depressão do que o resto da população. Além da depressão, a psoríase pode levar a problemas reais de saúde emocional como incapacidade de dormir, perda de energia ou incapacidade de se concentrar.5

Enfrentando o estigma

Bem, já sabemos que o impacto emocional da psoríase é real. Agora é hora de tirar o esqueleto do armário – e falar sobre a terapia. Para algumas pessoas, começar a terapia ainda é tabu – elas se sentem constrangidas ou envergonhadas sobre a necessidade de falar com alguém.

Mas a realidade é que milhões de pessoas visitam terapeutas todos os dias. Em alguns países, o estigma de se consultar com um terapeuta não existe. A Argentina, por exemplo, é o país com o maior número de psicólogos per capita do mundo.6 Em grandes cidades, como Buenos Aires, é comum falar dos problemas emocionais e do que está acontecendo na terapia.6

Por lá, se você tem um resfriado, você consulta o médico, e se você tem um sofrimento emocional, visita o terapeuta. Simples assim.

Hora de começar a terapia?

Cada terapeuta é diferente, e nenhuma sessão de terapia é igual a outra. Para alguns, a terapia é um lugar para tratar uma grave depressão clínica. Para outros, a terapia pode ser apenas uma hora do dia dedicado exclusivamente a você.

Está com problemas no trabalho? Seu terapeuta pode te ajudar a passar por isso da melhor maneira possível. Não está seguro sobre um novo relacionamento? Seu terapeuta pode falar sobre os prós e contras. Na terapia, nenhum tema é proibido. E, ao contrário da vida cotidiana, a terapia é uma zona livre de julgamento.

Mas a terapia nem sempre é gratuita, pelo menos não para todos. O valor da terapia depende de onde você mora e de qual plano de saúde que você tem. Se você não puder pagar a terapia, consulte as secretarias municipais e estaduais de saúde da sua região, e veja se existem serviços de aconselhamento gratuitos na sua área. Outra opção é buscar serviços nas universidades de psicologia.

Mas a terapia não é para todo mundo. É uma escolha muito pessoal, que só você pode fazer. A única coisa que sabemos com certeza é: todos merecem ser felizes. Viver uma vida plena, independentemente da condição médica que tenha. Então, com ou sem terapia, reserve um momento do seu dia para sorrir, rir, abraçar as pessoas queridas, ouvir a sua música favorita… Depois, pare para pensar em como fazer essas coisas todos os dias!


Fonte: Skin to Live In. Time to See a Therapist? The Emotional Toll of a Physical Disease. Disponível em http://www.skintolivein.com/psoriasis-and-urticaria/time-to-see-a-therapist-the-emotional-toll-of-a-physical-disease/. Último acesso em março de 2017.


Referências

1. SBD. Consenso Brasileiro de Psoríase e Guias de Tratamento. Disponível em: http://www.ufrgs.br/textecc/traducao/dermatologia/files/outros/Consenso_Psoriase_2012.pdf Último acesso em julho de 2016.
SBD. Psoríase. Disponível em: http://www.sbd.org.br/doencas/psoriase/ Acesso em julho de 2016.
2. Shenefelt PD. Psychological interventions in the management of common skin conditions. Psychology research and behavior management. 2010;3:51-63.
3. Cohen BE, Martires KJ, Ho RS et al. Psoriasis and the Risk of Depression in the US Population. National Health and Nutrition Examination Survey 2009-2012. JAMA Dermatol. 2016 Jan;152(1):73-9.
4. Mattei PL, Corey KC, Kimball AB. Psoriasis Area Severity Index (PASI) and the Dermatology Life Quality Index (DLQI): the correlation between disease severity and psychological burden in patients treated with biological therapies. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2014 Mar;28(3):333-7.
5. National Psoriasis Foundation. “Depression”. Disponível em: https://www.psoriasis.org/life-with-psoriasis/depression Último acesso em novembro de 2016.
6. CNN. “In therapy? In Argentina, it’s the norm”. Disponível em: http://www.cnn.com/2013/04/28/health/argentina-psychology-therapists/ Último acesso em outubro de 2015.

Veja mais em: Viva sua pele

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