9 fatores de risco para o melanoma

9 fatores de risco para o melanoma

23/02/2017

9 fatores de risco para o melanoma

Qualquer pessoa pode ter melanoma.1 Sendo assim, é importante saber quais fatores de risco aumentam a chance do aparecimento do melanoma, pois certas atitudes podem tanto prevenir a doença quanto possibilitar seu diagnóstico precoce, quando as chances de cura são muito maiores.2

Conheça os 9 principais fatores de risco relacionados ao aparecimento do melanoma:

1) Exposição solar

A exposição aos raios ultravioleta (UV) é um importante fator de risco para a maioria dos melanomas. Os raios UV danificam o DNA das células da pele e assim afetam o controle do seu crescimento celular.1-3

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma.4 Ter uma história de muitas queimaduras solares, especialmente na infância ou adolescência, aumenta o risco do aparecimento de um câncer de pele. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer.1,3-5

Viver perto do equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas a radiação UV.1,5

A luz do sol é a principal fonte de raios UV, no entanto as camas de bronzeamento são também fontes de raios UV. Por isso, pessoas que fazem bronzeamento artificial também têm um risco aumentado de ter melanoma.3-4 Saiba mais!

2) Características do indivíduo

  • Pessoas com a pele clara apresentam risco maior, mas qualquer pessoa pode ter melanoma, incluindo pessoas com pele escura;1-5
  • Pessoas com cabelos loiro ou ruivos;1-5
  • Pessoas com olhos claros (verdes, azuis ou castanhos claro);1-5
  • Pessoas que têm albinismo ou sardas pelo corpo;2
  • Pessoas com pele que se queima quando exposta ao sol, porém nunca se bronzeiam;3
  • Aqueles que têm muitas pintas espalhadas pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem;1,3-4
  • Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar mais atentas.3,4

 

3) Fatores ambientais

A exposição a certos fatores ambientais como radiação, solventes e cloreto de vinil é também um fator de risco para o desenvolvimento do melanoma.3

4) Idade

É mais comum que o melanoma apareça na idade adulta, a partir dos 50 anos. No entanto, o melanoma é também um dos tipos de câncer mais comum em pessoas jovens com menos de 30 anos, especialmente em mulheres e em pessoas com história familiar da doença.2,4

5) Sexo

O melanoma é um tipo de câncer de pele que atinge homens com mais frequência do que mulheres.2

6) Histórico familiar

O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Cerca de 10% dos pacientes com melanoma têm um parente próximo (pai, mãe, irmãos, filhos) com a doença. Pode ser porque a família tem o hábito de passar muito tempo ao ar livre, porque são todos de pele muito clara ou ambos. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso (pelo menos uma vez por ano). Deve-se também aprender a observar a própria pele (saiba como conhecendo a regra ABCDE) e ter cuidado redobrado quando expostos ao sol.1-4

Existem também alterações (mutações) genéticas que são passadas de uma geração para outra e aumentam o risco de melanoma. Na maioria das vezes, o melanoma hereditário apresenta alterações em genes como o CDKN2A e o CDK4, que os impedem de controlar o crescimento celular.1-2

7) Histórico pessoal

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de desenvolver um melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.1-2,4

8) Imunidade enfraquecida

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele.1-4 Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos. Pessoas infectadas com o HIV, o vírus que causa a AIDS, muitas vezes têm um sistema imunológico enfraquecido e, também, têm um risco aumentado de ter o melanoma.1-2,4

9) Outras alterações genéticas, como BRAF

Muitas outras mutações genéticas têm sido associadas ao aparecimento do melanoma.3 Cerca da metade dos casos de melanoma tem uma mutação em um gene chamado BRAF. A boa notícia é que a descoberta dessa alteração no gene BRAF possibilitou o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico e já levou ao desenvolvimento de terapias a mais eficientes que têm como alvo as células com esta mutação.1,2 Atualmente, as terapias alvo trazem benefícios clínicos para mais de 90% dos pacientes com mutação positiva no gene BRAF, promovendo o controle da doença em longo prazo mantendo a qualidade de vida dos pacientes.6


Referências

1. Skin Cancer Foundation. Melanoma causes and risk factors. Disponível em: http://www.skincancer.org/skin-cancer-information/melanoma/melanoma-causes-and-risk-factors Acesso em janeiro de 2017.
2. American Cancer Society. Risk factors for melanoma skin cancer. Disponível em: http://www.cancer.org/cancer/skincancer-melanoma/detailedguide/melanoma-skin-cancer-risk-factors Acesso em janeiro de 2017.
3. NIH-National Cancer Institute. Melanoma treatment (PDQ®)–patient version. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/skin/patient/melanoma-treatment-pdq Acesso em janeiro de 2017.
4. A.C. Camargo. Pele melanoma. Disponível em: http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/pele-melanoma/31/ Acesso em janeiro de 2017.
5. World Health Organization. Health effects of UV radiation. Disponível em: http://www.who.int/uv/health/uv_health2/en/index1.html Acesso em janeiro de 2017.
6. Lancet. 2015 Aug 1;386(9992):444-51. doi: 10.1016/S0140-6736(15)60898-4.Dabrafenib and trametinib versus dabrafenib and placebo for Val600 BRAF-mutant melanoma: a multicentre, double-blind, phase 3 randomised controlled trial.Long GV, Stroyakovskiy D, Gogas H, Levchenko E, de Braud F, Larkin J, Garbe C, Jouary T, Hauschild A, Grob JJ, Chiarion-Sileni V, Lebbe C, Mandalà M, Millward M, Arance A, Bondarenko I, Haanen JB, Hansson J, Utikal J, Ferraresi V, Kovalenko N, Mohr P, Probachai V, Schadendorf D, Nathan P, Robert C, Ribas A, DeMarini DJ, Irani JG, Swann S, Legos JJ, Jin F, Mookerjee B, Flaherty K.