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Conhecer quais são os sintomas da insuficiência cardíaca (IC) e quais são seus principais sinais de alerta é essencial para garantir um diagnóstico e tratamento precoces, o que permite que as pessoas com insuficiência cardíaca possam viver mais e de forma mais ativa.1

Como a insuficiência cardíaca é geralmente uma doença secundária – ou seja, uma consequência de outras doenças, em especial cardíacas, tais como hipertensão e infarto – é igualmente importante que as pessoas estejam atentas aos sintomas dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença.2 Isso é ainda mais relevante para quem faz parte do grupo de maior ou alto risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas, ou seja, quem hipertensão e/ou enfartou, ou ainda. outras condições, como diabetes, que podem agravar a IC.3

O médico geralmente responsável pelo diagnóstico da insuficiência cardíaca é o cardiologista.1 Ele faz uma avaliação inicial realizada por meio do levantamento do histórico clínico do paciente (anamnese), que inclui a averiguação de doenças prévias, histórico familiar, estilo de vida e solicita alguns exames complementares (exames de sangue, ECG, RX de tórax e ecocardiogrma, por exemplo). Se houver suspeita, de exames clínicos e laboratoriais, o médico busca evidências que possam confirmar ou excluir o diagnóstico da doença.1-3

Entre os sinais que podem levar a suspeita do diagnóstico da insuficiência cardíaca está a presença de uma doença prévia, que possa ter causado o dano ao coração do paciente, além de sinais e sintomas da insuficiência cardíaca relatados (há quanto tempo, qual a frequência, intensidade, etc.).2 O médico irá buscar os sinais da IC, como inchaço no abdômen e/ou nos membros inferiores (como pés, tornozelos e pernas), além de veias do pescoço saltadas, por exemplo.1

Diversos testes e exames podem ser solicitados, como:1

  • eletrocardiograma (ECG): análise da atividade elétrica do coração (avalia o quão rápido o coração bate e qual o seu ritmo, se há alguma arritmia ou sinal de infarto prévio);
  • radiografia de tórax: observação do tamanho do coração e presença ou ausência de líquido acumulado nos pulmões;
  • dosagem de hormônios tireoideanos: já que os distúrbios de tireoide podem causar ou agravar o quadro de insuficiência cardíaca;
  • ecocardiograma: a partir de uma imagem de ultrassom do coração em movimento, o exame permite determinar a função do coração, espessura da parede do coração, o funcionamento das válvulas e a contração cardíaca.

 

Outras averiguações podem ser feitas através do exame de sangue: anemia, função renal, BNP ou NT-proBNP (pode auxiliar no diagnóstico e avaliação da gravidade da IC); também podem ser pedidos outros exames de acordo com a doença que possa ter causado a IC. .3

SAIBA MAIS: o que é fração de ejeção?
Para avaliar o funcionamento adequado do coração como órgão responsável pelo bombeamento de sangue com oxigênio e nutrientes para as demais áreas do corpo e identificar a presença de algum grau de disfunção sistólica, os médicos podem rastrear a fração de ejeção: porcentagem de sangue bombeado para fora do coração durante os batimentos. Esta avaliação pode ser feita por alguns exames, o mais comum deles é o ecocardiograma.1,3

Quais os estágios de progressão da insuficiência cardíaca?

De acordo com a III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica, a progressão e o estágio da doença podem ser facilmente classificados. Para isso, são utilizadas informações como a história clínica do paciente, a avaliação de sua qualidade de vida e de seu prognóstico para estabelecer as prioridades e linhas de tratamento.3

Esta categorização permite uma compreensão da evolução da insuficiência cardíaca e, ainda, serve de base para a identificação de pacientes com indicação de intervenções predominantemente preventivas (estágios A e B), terapêuticas (estágios C) ou seleção de pacientes para procedimentos especializados e cuidados paliativos (estágio D).3

Estágios de Quadro dos pacientes *

Estágio A
Inclui pacientes sob risco de desenvolver insuficiência cardíaca, mas ainda sem doença estrutural perceptível e sem sintomas atribuíveis à insuficiência cardíaca.

Estágio B
Pacientes que adquiriram lesão estrutural cardíaca, mas ainda sem sintomas atribuíveis à insuficiência cardíaca.

Estágio C
Pacientes com lesão estrutural cardíaca e sintomas atuais ou pregressos de insuficiência cardíaca.

Estágio D
Pacientes com sintomas refratários ao tratamento convencional, e que requerem intervenções especializadas ou cuidados paliativos.

* Adaptado de: Bocchi, et al. III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica (2009).3


Referências

1. National Heart, Lung and Blood Institute. How is heart failure diagnosed? Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/hf/diagnosis (Acessado em 06/07/2017).
2. Heart Failure Matters. What causes heart failure? Disponível em: http://www.heartfailurematters.org/en_GB/Understanding-heart-failure/What-causes-heart-failure (Acessado em 06/07/2017).
3. Bocchi EA, Braga, FGM, Ferreira SMA, et al. III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica. Arq Bras Cardiol. 2009;93(1 Suppl 1):3-70.

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