Escola

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07/11/2017

Escola

Manter uma vida normal é importante para as crianças e adolescentes com uma condição crônica. Uma grande parte da vida normal dos jovens é a educação – algo que não deve ser desperdiçada. E, em muitos casos, as pessoas com uma doença autoinflamatória podem realmente ir para a escola como pessoas normais, mesmo sendo no berçário, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio ou faculdade. Para tornar a frequência escolar o mais fácil possível para o seu filho, há coisas para você considerar, e perguntas que você deve fazer. Nós abordamos algumas aqui no site.

Informação cria compreensão

Se o seu filho tiver uma doença autoinflamatória e frequenta o primário, creche ou ensino fundamental/ médio, ele ou ela pode achar que professores e colegas nem sempre entendem como a doença impacta suas vidas. É difícil de entender alguma coisa, se você não estiver familiarizado com ela, então você não pode responsabilizar os professores e colegas. O que você pode fazer é falar com eles sobre a doença.

Ao falar com professores e colegas, você pode juntar o que pode ser um quebra-cabeça para eles – eles podem nunca ter ouvido falar de doenças autoinflamatórias, e muito menos conhecer alguém com uma. Explicando as causas, os sintomas e o que isso significa para o seu filho no dia-a-dia pode melhorar o entendimento deles sobre seu filho e a melhorar a forma de envolvê-los nas atividades escolares. Por sua vez, isso pode ajudar seu filho a se ajustar na vida cotidiana escolar e a participar em tudo o que há para oferecer: hora de brincar, viagens escolares, festas, etc.

Se você acha que seu filho poderá precisar de apoio diário específico por viver com uma doença autoinflamatória, você pode precisar ter mais conversas com o professor ou com a diretoria da escola. Conversando sobre isso de forma aberta, vocês poderão fazer um plano em conjunto sobre o apoio diário que seu filho pode receber e/ou o que pode ser feito em determinadas situações para tornar sua vida mais fácil na escola. Há diversos tipos de ações que podem ajudar1, incluindo:

  • Dar a ele um segundo conjunto de livros, para que ele não precise levar e trazer livros pesados da escola todos os dias
  • Permitir um pouco mais de tempo durante as provas escritas
  • Liberá-lo de participar em certas atividades de educação física e avaliar seu desempenho físico de forma um pouco diferente dos outros alunos
  • Concordar com a chegada em atraso na escola em alguns dias, isto é, quando ele tiver passado mal na parte da manhã, mas se sentir melhor mais tarde
  • Deixá-lo usar um elevador ou escada rolante, se disponível
  • Fornecer aos professores ou cuidadores detalhes por escrito de qualquer medicação tomada durante o período escolar, juntamente com a permissão para dar a medicação, se necessário
  • Notificar a equipe sobre consultas médicas que seu filho precise ir com a maior antecedência possível

O meu filho precisará ir à uma escola que oferece cuidados especiais?

O meu filho precisará ir à uma escola que oferece cuidados especiais?

Ao pensar sobre a escola certa para uma criança que tem uma doença autoinflamatória, a primeira pergunta a fazer é: meu filho necessita de cuidados especiais? Isto depende da natureza e da gravidade da doença da criança e, por isso, a resposta será diferente para cada um. Se você acha que há uma chance de que ele possa precisar de apoio adicional na escola, você deve considerar qual tipo de apoio adicional poderia ser útil e se a sua escola normal pode oferecer isso ou se uma escola especializada na prestação de cuidados e apoio a crianças que vivem com doenças seria melhor para o seu filho. Muitas escolas normais podem fornecer assistência para as crianças com necessidades educacionais e de saúde especiais. Uma discussão com o professor ou diretor pode ajudar a identificar se as necessidades do seu filho podem ser atendidas. (Ver o artigo Informação cria Entendimento)

No entanto, se você estiver pensando sobre uma escola especializada na prestação de cuidados e apoio para alunos que vivem com doenças, você deve discutir este assunto com o pediatra e os professores do seu filho, se ele já estiver na escola, para obter o ponto de vista deles, antes de tomar qualquer decisão. A escola de seu filho também pode ter um coordenador de necessidades de saúde e educacionais especiais com quem você possa conversar.

Se estiver acordado que isso é necessário, então é uma boa ideia visitar as escolas especializadas na sua região para examiná-las, já que o nível de cuidados e apoio sob medida oferecidos em cada instituição pode variar. Você também pode avaliar se o governo local ou estadual/federal oferece algum tipo de apoio e informação.

Após ter escolhido uma escola, pode ser necessário fornecer a eles cópias de documentos médicos ou uma carta de seu pediatra para mostrar como frequentar aquela escola em particular poderia ser realmente benéfica ao seu filho.

Faltar ao período escolar não significa que seu filho tenha um prejuízo em sua educação

Por ter uma doença autoinflamatória, seu filho pode precisar faltar à escola de vez em quando – às vezes até mesmo por períodos mais longos. Se você estiver preocupado a respeito de seu filho faltar nas aulas e, portanto, não acompanhar o aprendizado, você deve falar com a escola do seu filho e a autoridade local que possa fornecer suporte para aliviar suas preocupações e ajudar a garantir que o seu filho não tenha prejuízos em sua educação.

Existem opções, como escola domiciliar e escola hospitalar, ou uma combinação de ambas que você pode considerar se o seu filho estiver provavelmente longe da escola por longos períodos. A autoridade local deve trabalhar com você para encontrar uma maneira de garantir que o seu filho possa ter uma educação o mais normal possível.

Para mais informações sobre a creche, pré-escola e escola e ter uma doença, por favor, consulte as referências a seguir mencionadas, bem como alguns dos sites em nossa lista de links (em inglês).


Referências

1. Gov.UK. Illness and your child’s education. Disponível em: https://www.gov.uk/illness-child-education Último acesso em 06/09/2017.