Entendendo a saúde esquelética

EM-entenda-a-saude-esqueletica Compartilhe:

A maioria de nós nunca pensou na importância da saúde óssea, assim como no planejamento da aposentadoria. Claro, sabemos que é algo que teremos que pensar um dia, mas até lá provavelmente lidaremos com a questão utilizando sapatos especiais e extratos bancários chatos.

No entanto, os especialistas pensam o contrário sobre a saúde óssea e aqui está o porquê: a maioria da nossa massa óssea é estabelecida até os primeiros 20 anos. Após esse período, o corpo substituirá o osso antigo, mas a massa total do esqueleto nunca aumentará. De fato, diminuirá gradualmente com a idade, e para alguns mais rapidamente do que outros, como relatado a seguir:

Pesquisadores canadenses mediram a densidade mineral óssea de 783 pessoas com EM e a compararam com a de pessoas sem a doença. Os resultados revelaram que o grupo com EM apresentou densidade óssea significativamente menor do que o grupo controle, além de uma maior taxa de osteoporose (ossos fracos que são mais propensos a fraturas).

Vitamina D e saúde óssea

Então, o que há na EM que pode afetar a força óssea dessa maneira? Bem, para iniciantes, embora muito diferentes, as duas doenças compartilham fatores de risco semelhantes. Fumar, por exemplo, aumenta a probabilidade de desenvolver EM uma vez e meia, e está associado a um risco aumentado de ossos quebradiços e fraturas ósseas.

A vitamina D também está associada tanto à saúde óssea como à EM. Sabemos que baixos níveis da também conhecida como vitamina do sol estão associados a um risco maior de desenvolver a EM. Também sabemos que a vitamina D desempenha um papel fundamental na absorção de cálcio, um mineral indispensável para a força e o desenvolvimento ósseo. Portanto, não é preciso ser um gênio para descobrir que baixos níveis de vitamina D também podem aumentar o risco de osteoporose.

EM, incapacidade e osteoporose

Há também o fato de que a EM pode afetar a força e a mobilidade muscular, sem mencionar os níveis de energia, que podem nos deixar menos ativos. Como o exercício é vital para a força óssea (a pressão exercida sobre os ossos, estimula as células produtoras de ossos chamadas osteoblastos), ser menos ativo pode significar que o sistema musculoesquelético não está recebendo o treino necessário. O estudo canadense que mencionamos anteriormente, por exemplo, descobriu que a incapacidade aumenta o risco de osteoporose.

Como se isso não bastasse, certos medicamentos comumente prescritos para a EM também podem causar possíveis problemas ósseos. O uso prolongado de esteroides pode interferir na absorção de cálcio e na regeneração óssea, enquanto algumas formas de medicamentos antiespasmódicos e até antidepressivos também podem afetar a saúde óssea. É claro que todos esses medicamentos podem são muito importantes para o controle dos sintomas, por isso é preciso ponderar os prós e os contras juntamente com seu médico.

Reduzindo o risco de osteoporose

Qualquer que seja a associação entre a esclerose múltipla e a osteoporose, há muito o que você pode fazer para diminuir o risco. Uma dieta equilibrada e saudável que forneça bastante cálcio mineral para construção óssea é um bom ponto de partida. Pense em produtos lácteos como leite (fato curioso: há mais cálcio no leite desnatado do que no integral), iogurte e queijo, além de vegetais verdes como couve, espinafre, couve chinesa e brócolis. Salmão e sardinha também são boas fontes.

Aumentar os níveis de vitamina D também é importante. A exposição ao sol é a melhor fonte, pois a pele produz a vitamina em resposta à radiação UV. Passar um tempo ao ar livre aumentará naturalmente seus níveis (os especialistas recomendam expor a pele por cerca de 20 minutos por dia sem protetor solar), enquanto as fontes alimentares incluem peixes oleosos, como salmão e cavala, além de gema de ovo e fígado.

Se você não costuma sair ao ar livre ou raramente descobre a pele, um suplemento também pode ser benéfico. Para saber mais sobre a necessidade de suplementação de vitamina D converse com seu ou sua neurologista.

Vale ressaltar que o uso exclusivo de vitamina D não pode ser considerado como tratamento para a EM. Bem como o uso em doses altas pode causar danos à saúde. Jamais se automedique.

Exercícios de sustentação de peso, um passeio diário no parque ou uma aula de circuitos, qualquer que seja o seu nível de condicionamento físico, também são muito importantes. Mesmo se você estiver em uma cadeira de rodas, existem maneiras de aumentar a massa muscular e óssea; portanto, converse com seu fisioterapeuta sobre a criação de um plano de exercícios.

Por fim, investir em seus ossos faz sentido para o futuro, independentemente de você ter esclerose múltipla ou não. Sapatos especiais podem ser uma parte inevitável do envelhecimento, mas ossos fraturados e fraturas realmente não precisam ser.

Agora que organizamos seu esqueleto, talvez seja hora de pensar nessa sua aposentadoria…


Fontes: Living Like You. Boning up on Skeletal Health.Disponível em: https://www.livinglikeyou.com/article/can-what-you-eat-really-make-a-difference-in-ms. Acesso em maio de 2021.
Can what you eat help MS? Disponível em: https://www.livinglikeyou.com/article/can-what-you-eat-really-make-a-difference-in-ms. Acesso em junho de 2021.