Olá, tudo bem?

Vou contar para vocês um pouco da minha história e como foi o diagnóstico da EM na minha vida. Me chamo Grazielle Azevedo, tenho 40 anos de idade, e sou de Natal (RN). Sou mãe de três filhos e de três cadelinhas. Aos 35, recebi o diagnóstico de Esclerose Múltipla. Com força de vontade e fé em dias melhores me adaptei a uma vida totalmente diferente para vencer a EM e ajudar as pessoas a entender melhor todo esse processo.

Como fiz isso? Após o diagnóstico estudei muito sobre a EM, e percebi o quanto é uma enfermidade ainda desconhecida. Sim, a EM é uma doença rara! Então eu resolvi fazer um Instagram, o @divaesclerosada, para trocar informações e tentar ajudar a desmistificar a Esclerose Múltipla.

Os resultados têm sido maravilhosos e isso me faz ter uma força a mais para encarar o desconhecido. A informação é a base de tudo. Mas até inaugurar minha conta no Instagram foram seis meses desde a tal notícia e dois surtos com pulsoterapia. Vou contar como foi esse processo.

Para quem não sabe, sou dentista. Fui ao consultório para trabalhar na segunda-feira, dia 14 de setembro de 2015, e durante a manhã senti fadiga, dormência e formigamento. Verifiquei a pressão e achei que fosse hipotensão (pressão arterial baixa). Continuei trabalhando, mas, no decorrer da semana, os sintomas foram aumentando. Sentia dormência do couro cabeludo ao dedinho do pé. Estranhei, mas achei que não era nada de mais.

Na quinta-feira, com os sintomas ainda aumentando, pedi para a minha mãe entrar em contato com a nossa neurologista, que sugeriu que eu fosse para um pronto-socorro fazer um eletrocardiograma e avaliar primeiro a questão da pressão. O exame cardiológico não mostrou alterações, estava tudo bem com o meu coração.

Então na sexta-feira a neurologista me avaliou e solicitou uma bateria de exames. Fiz as ressonâncias de urgência (encefálica, colunas cervical, torácica e lombar). Passei duas horas e meia no “tubo”, e recebi o laudo na semana seguinte sugerindo “doença desmielinizante com diversas lesões com captação de contraste”, o que sugeria o diagnóstico de EM.

Uma semana depois, quando levei os exames para a neuro, recebi a notícia que eu já esperava, diagnóstico de ESCLEROSE MÚLTIPLA, que foi confirmado também com a punção lombar. Eu desconfiava porque passei horas na internet pesquisando meus sintomas e o resultado dos exames. Claro que isso nem sempre é aconselhável, mas a gente acaba entrando nessa, né?

Eu sinceramente não me desesperei com a notícia. Senti que precisaria encarar esse desafio e acredito que eu estava protegida de alguma forma. Minha primeira pergunta: “Tem tratamento?” E quando a neurologista me explicou que, apesar de não haver cura, poderíamos controlar a doença, preferi acreditar nessa informação.

Até porque tive que ter forças para mostrar para minha família e amigos que é possível conviver com a EM sem desespero e que, com o tratamento adequado e todos os cuidados, existe, sim, a possibilidade de viver bem.

Eu preferi e preciso encarar dessa forma. Se eu me entregar, qual lição vou tirar de tudo isso? Qual exemplo darei aos meus filhos? Quero que eles cresçam sabendo que tudo tem um motivo e que precisamos ser fortes para superar os obstáculos da vida com sabedoria. O mais importante de tudo é que DEUS olha por cada um de nós.

Saí da consulta pela manhã e à tarde me internei para a primeira pulsoterapia. Era o dia 25 de setembro de 2015. Sabem o que eu ouvia? “Quem é a doente?” hahaha. Passei cinco dias brincando de ser psicóloga, consolando quem se preocupava comigo!

E foi aí que usei o texto da “Diva” da Bruna Rocha. Então eu dizia: “Relaxa gente, agora eu sou DIVA!” Obrigada, Bruna! Você me inspira!!! Por isso o nome do meu projeto no Instagram é “DIVA Esclerosada”.

Agradeço ao apoio da minha família e amigos, aos neurologistas e a todos que, mesmo sem me conhecer pessoalmente, me desejam melhoras.

Vamos em frente com muita PAZ, AMOR e ESPERANÇA!

Grazielle Azevedo, a Diva Esclerosada. 

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