A esclerose múltipla é a principal doença imunológica do Sistema Nervoso Central (SNC). Ela acomete o cérebro e também a medula espinhal, por meio de lesões inflamatórias que podem ser leves ou intensas, e que podem levar à ruptura da fibra neural, responsável pelo impulso nervoso. Na prática, isso significa que a esclerose múltipla é uma doença de caráter neurodegenerativo, uma vez que ela lesa e rompe o neurônio. Estima-se que 2,3 milhões de pessoas no mundo vivem com esclerose múltipla.1

Atlas – Pessoas com esclerose múltipla pelo mundo

  • Infecções na infância que gerem reação imunológica;
  • Baixa exposição solar até os 15 anos de idade e, consequentemente, falta de vitamina D no organismo;
  • Deficiência no metabolismo da vitamina D;
  • Alterações de cunho imunológico;
  • Distúrbios hormonais.

A esclerose múltipla se manifesta quando o organismo confunde as células saudáveis do SNC com células que apresentam algum tipo de perigo e, então, as combate, o que provoca as lesões cerebrais e medulares. A esclerose múltipla é, portanto, uma doença crônica e autoimune.

Por ser uma doença crônica e neurodegenerativa, o paciente com esclerose múltipla tem uma perda de volume ou de massa cerebral mais acentuada ao longo da vida em relação a pessoas sem a doença. Essa perda de volume ou massa pode ser de três a cinco vezes maior², podendo ocasionar maior grau de atrofia cerebral, que prejudica a capacidade física e cognitiva do paciente.

“O objetivo da Abem é chamar atenção dos gestores e profissionais da saúde para que, em parceria com as demais associações nacionais de EM, possamos garantir que os pacientes brasileiros tenham acesso a diagnóstico, tratamento e informação sobre a doença”, revela Sueli Berner, presidente da Abem. “O Atlas revela que nos últimos anos o suporte aos pacientes e os serviços de saúde melhoraram significativamente, nosso desafio agora é torna-los acessíveis a todos os pacientes”, completa.

Há uma opção de tratamento oral para esclerose múltipla, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que já demonstra resultados significativos no combate a perda de volume ou massa cerebral desde os primeiros meses de tratamento, fazendo com que pacientes com esclerose múltipla cheguem a apresentar nível de atrofia cerebral comparável a pessoas sem a doença.3,4,5,6

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Referências
1. Who Gets MS? National Multiple Sclerosis Society. Disponível em http://www.nationalmssociety.org/What-is-MS/Who-Gets-MS. Último acesso em setembro de 2014.
2. Popescu V et al; on behalf of the MAGNIMS Study Group. Brain atrophy and lesion load predict long-term disability in multiple sclerosis. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2013 Mar 23.
3. De Stefano N et al. Proportion of patients with BVL comparable to healthy adults in fingolimod phase 3 MS studies. Abstract presented at: 66th AAN Annual Meeting; April 26 – May 3, 2014; Philadelphia, Pennsylvania. Oral session S13:006.
4. Barkhof F et al. Imaging outcomes for neuroprotection and repair in multiple sclerosis trials. Nat Rev Neurol. 2009;5(5):256-266.
5. Bermel RA & Bakshi R. The measurement and clinical relevance of brain atrophy in multiple sclerosis. Lancet Neurol. 2006;5(2):158-170.
6. Hedman AM et al. Human Brain Changes Across the Life Span: a review of 56 longitudinal magnetic resonance imaging studies. Human Brain Mapping 2012; 33: 1987-220

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