Como é feito o diagnóstico

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O diagnóstico da hipercolesterolemia (nome dado às altas taxas de colesterol ruim) é realizado através de exames de sangue, do histórico médico e familiar e de um exame físico. O médico poderá ainda realizar outros exames e testes para avaliar se há risco de complicações devido ao nível de LDL.1

Histórico médico e exame físico

O histórico médico reúne informações sobre hábitos alimentares, atividade física, histórico familiar de doenças, tabagismo, uso de medicamentos e fatores de risco para doenças cardiovasculares.1 Durante o exame físico, o médico verificará se há sinais de colesterol alto, como a presença de xantomas, ou sinais de outras condições de saúde que podem causar aumento do colesterol ruim.1

Exame de sangue

O exame que mede as taxas de colesterol é conhecido como “colesterol e frações” ou “perfil lipídico” ou “lipidograma”. O exame pode mostrar tanto o nível de HDL (Lipoproteína de alta densidade, o colesterol bom), quanto de LDL (Lipoproteína de baixa densidade, o colesterol ruim), além dos demais tipos que aumentam o risco de aterosclerose e eventuais complicações.1 O exame pode ser realizado em jejum ou não, a depender da orientação médica.2,3

Entendendo o resultado do exame de colesterol

Para determinar se as taxas de colesterol estão altas ou baixas, o seu médico irá considerar os resultados do seu exame e levará em conta sua idade, sexo e história familiar. Outros fatores de risco, como tabagismo, diabetes e hipertensão, também serão considerados.2,3

Você deve estar pensando: “Então quer dizer que cada pessoa tem um valor considerado adequado?”

Sim. Os fatores de risco, sejam eles herdados ou resultantes de um estilo de vida inadequado, nos classificam em diferentes grupos de risco (baixo, intermediário, alto e muito alto). Para cada um dos grupos, existem valores alvo do colesterol LDL definidos.3

Isso quer dizer que pessoas que apresentam predisposição a problemas cardiovasculares precisam alcançar níveis mais baixos de colesterol LDL. Confira a seguir.3

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os valores de referência e de alvo terapêutico, conforme avaliação de risco cardiovascular estimado pelo médico para adultos com mais de 20 anos são:3,4

tabela-lipides-colesterol1
Fonte: Faludi et al., 20173

Com o exame em mãos, o médico explicará o que significam os seus níveis de colesterol e discutirá as opções de tratamento caso os níveis de LDL sejam considerados altos.2

Valores de colesterol total ≥ 310 mg/dL (para adultos) ou colesterol total ≥ 230 mg/dL (para crianças e adolescentes) podem ser indicativos de hipercolesterolemia familiar, quando são excluídas as dislipidemias secundárias a outros fatores de risco.3

Caso você queira estimar seu risco de complicações cardiovasculares, a Sociedade Brasileira de cardiologia disponibiliza a calculadora de classificação de risco cardiovascular, que considera seus níveis de colesterol, e fatores de risco como idade, sexo, pressão arterial, se você fuma ou toma medicamentos para controlar a pressão ou o colesterol.5

CALCULADORA PARA ESTRATIFICAÇÃO
DE RISCO CARDIOVASCULAR

Atualização da diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção da aterosclerose – 2017

* Calculadora de propriedade da SBC – Sociedade Brasileira de Cardiologia

Vale lembrar que seus resultados devem ser interpretados por um médico. A prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sua saúde sempre devem ser feitos com acompanhamento do profissional de saúde

Referências

1. National Heart, Lung and Blood Institute (NIH). Blood Cholesterol. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health-topics/blood-cholesterol#:~:text=Cholesterol%20is%20a%20waxy%2C%20fat,%2C%20sometimes%20called%20%E2%80%9Cbad%E2%80%9D%20cholesterol Acesso em maio de 2021.
2. American Heart Association. How to get your cholesterol tested. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/cholesterol/how-to-get-your-cholesterol-tested Acesso em maio de 2021.
3. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Atualização de Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/abc/v109n2s1/0066-782X-abc-109-02-s1-0001.pdf Acesso em maio de 2021.
4. PRECOMA, Dalton Bertolim et al. Updated Cardiovascular Prevention Guideline of the Brazilian Society of Cardiology – 2019. Arq. Bras. Cardiol. 2019, 113 (4),787-891.
5. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Calculadora de estratificação de risco cardiovascular. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/sbc-da/2015/CALCULADORAER2020/index.html Acesso em maio de 2021.