Campanha: Nossa Atenção Muda Tudo

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#NossaAtençãoMudaTudo:
Engajamento em prol de mais políticas públicas e disponibilidade de opções de tratamento para câncer de mama avançado

Câncer de mama é questão de saúde pública e alguns dados comprovam isso: 66 mil1 é o número de mulheres que vivem atualmente com a doença no Brasil, que recentemente ganhou o posto de tumor mais comum2 do mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Números do INCA demonstram que cerca de 14 mil3 brasileiras vão a óbito todos os anos por conta da doença e que essa curva é ascendente, com cerca de 14 mortes a cada 100 mil3 pacientes.

Pesquisas mostram que 35%4 dos diagnósticos acontecem em fase metastática, ou seja, quando a doença passa a atingir outros órgãos do corpo. Com a pandemia do Coronavírus, esse cenário tende a ficar mais delicado e especialistas temem uma piora para os próximos anos uma vez que, em 2020, houve uma queda de pelo menos 45%5 na realização de mamografias.

Cerca de 25%6 das mulheres têm plano de saúde e, por isso, conseguem ter acesso a tratamentos modernos que oferecem maior tempo de vida com mais qualidade. Já no SUS, a realidade para essas pacientes é diferente. Há mais de 20 anos não há atualização de novas tecnologias para tratar a forma metastática da doença em seu tipo mais comum, o RH+ e HER2-, que corresponde a 70%7 das pacientes. Em contrapartida, para 20% das pacientes, que vivem com o tipo HER2+, as inovações já estão acessíveis no sistema público de saúde.8

Por isso, nesse 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, é importante falarmos da atenção que damos a essa realidade. A campanha #NossaAtençãoMudaTudo tem como intuito principal falar sobre e com essas mulheres, começando pelo momento de diagnóstico até as questões de acesso a tratamentos disruptivos que podem fazer toda a diferença, considerando que esta jornada pode apresentar muitos percalços.

É necessário estender essa cobertura no SUS para que todas as pacientes de câncer de mama tenham acesso às inovações tecnológicas que as façam viver por mais tempo e com mais qualidade. Conheça a causa e se posicione a favor da diminuição da disparidade entre os sistemas de saúde.

Acesse o site e assine o manifesto: Manifesto Mama


Referências

1. Instituto Nacional do Câncer. Estatísticas do Câncer. Disponível em: https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer Acesso em maio de 2021.
2. FEMAMA. OMS: câncer de mama supera o de pulmão e se torna o mais comum. Disponível em: https://www.femama.org.br/site/br/noticia/oms-cancer-de-mama-supera-o-de-pulmao-e-se-torna-o-mais-comum Acesso em maio de 2021.
3. Instituto Nacional do Câncer. Conceito e Magnitude do Câncer de Mama no Brasil. Disponível em: https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/conceito-e-magnitude Acesso em maio de 2021.
4. Instituto Oncoguia. Mais de 35% descobriram câncer de mama já avançado, mostra estudo. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mais-de-35-descobriram-cancer-de-mama-ja-avancado-mostra-estudo/12237/42/ Acesso em maio de 2021.
5. Radar do Câncer. Painel Covid. Disponível em: http://radardocancer.org.br/painel/covid/ Acesso em maio de 2021.
6. Agência Nacional de Saúde. Dados Gerais. Disponível em: https://www.ans.gov.br/perfil-do-setor/dados-gerais Acesso em maio de 2021.
7. Estudo AMAZONA III/GBECAM 0115 – P2-09-11. Prevalence of patients with indication of genetic evaluation for hereditary breast and ovarian syndrome in the Brazilian cohort study – AMAZONA III. 2019. Disponível em: https://www.abstractsonline.com/pp8/#!/7946/presentation/701 Acesso em maio de 2021.
8. CONITEC – Trastuzumabe chega ao SUS para tratar câncer de mama metastático. 2018. Disponível em: http://conitec.gov.br/ultimas-noticias-3/trastuzumabe-chega-ao-sus-para-tratar-cancer-de-mama-metastatico Acesso em maio de 2021.