Aconteceu entre os dias 27 de setembro e primeiro de outubro de 2019, em Barcelona, na Espanha, o Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) 2019, que reúne especialistas do mundo todo para discutir os mais recentes avanços nessa área da medicina. O evento atrai participantes do mundo todo e é considerado uns dos mais importantes em Oncologia.

Para quem tem câncer de mama avançado dois estudos apresentados por lá trouxeram ótimas notícias. Resultados recentes das pesquisas demonstraram que o tratamento com inibidores de quinases dependentes de ciclina 4 e 6 (CDK4/6) em associação com a terapia endócrina, além de eficazes e seguros, têm permitido um melhor controle da doença e, consequentemente, levado a melhora na sobrevida global em mulheres com câncer de mama avançado.1

Mas o que é “sobrevida global” quando falamos de câncer?

Quando falamos em sobrevida global (SG), estamos nos referindo ao período durante o qual um paciente permanece vivo após o diagnóstico ou início do tratamento de uma doença como o câncer de mama avançado. A taxa de sobrevida global indica a porcentagem de pacientes que, dentro de um estudo, estão vivos em um determinado período de tempo após o diagnóstico ou início do tratamento.2 Uma taxa de sobrevida global de 50% em cinco anos, por exemplo, significa que metade dos pacientes daquele grupo estavam vivos cinco anos após o diagnóstico ou início do tratamento.2

Assim, quando os estudos apresentados no ESMO mostraram que a sobrevida global das pacientes aumentou, isso significa que os tratamentos avaliados permitiram que as mulheres vivessem por mais tempo depois do diagnóstico ou do início de tratamento.1,2

Quais as novas perspectivas

Os estudos apresentados no ESMO incluíram mulheres que já passaram pela menopausa ou não. O benefício da sobrevida global foi observado independentemente do status da menopausa, incluindo até pacientes com fatores prognósticos considerados mais sensíveis pelos médicos, como aquelas com metástases viscerais e que já tiverem resistência à terapia endócrina (resistência primária).1

A principal mensagem que merece destaque é que os inibidores da CDK4/6 prolongam significativamente o tempo que as pacientes permanecem em remissão, atrasam o uso dos quimioterápicos e melhoram significativamente a sobrevida global.1 Portanto, pode-se até pensar que a apresentação desses dados pode mudar as opções de tratamento padrão utilizadas atualmente para pacientes com câncer de mama metastático e, consequente, trazer novas perspectivas às pacientes.


Referências

1. Medpage Today. CDK 4/6 Inhibitors Boost OS in Advanced Breast Cancer. Disponível em: https://www.medpagetoday.com/meetingcoverage/esmo/82462 Acesso em outubro de 2019.
2. Instituto Vencer o Câncer. Glossário oncológico. Disponível em: https://www.vencerocancer.org.br/estudos-clinicos/novidades/glossario-oncologico/?catsel=tipos-de-cancer Acesso em outubro de 2019.

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