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Como a anemia aplásica é uma alteração da quantidade células do sangue, a doença é grave e precisa ser diagnosticada e tratada adequadamente e de forma rápida. O hematologista é o médico especializado na saúde do sangue, e deve ser consultado em casos de suspeita da doença ou qualquer outra alteração nas células do sangue.1

O diagnóstico da anemia aplásica envolve uma investigação ampla, em que o médico busca possíveis causas hereditárias ou secundárias para os sinais apresentados.

Além de um exame clínico e da entrevista completa com o paciente e/ou seus pais, diversos exames podem ser pedidos pelo médico, como:2,6

  • Sangue periférico:
    • Hemograma com diferencial e contagem de reticulócitos
    • Perfil metabólico (Glicose, Triglicérides, Colesterol total e frações)
    • DHL
    • Haptoglobina
    • Coagulograma
  • Medula óssea
    • Biópsia
    • Mielograma
    • Citogenética ou cariótipo

O hematologista também irá buscar excluir outras doenças e condições, que podem apresentar alguns sinais e sintomas parecidos com a anemia aplásica, como:

  • Infecções
    • HIV
    • Hepatites B/C
    • Parvovírus B19
    • Epstein-Barr
    • Citomegalovirus
    • Infecções bacterianas/fúngicas
  • Alterações cromossômicas herdadas
    • Antecedentes familiares
      • Citopenias
      • Câncer ou patologia pulmonar/hepática;
      • Anormalidades congênitas
      • Anemia de Fanconi
      • Defeitos de telomerase
  • Doenças linfoproliferativas
    • Citometria de fluxo
      • Expansão clonal de linfócitos granulares T ou NK
  • Intoxicação
    • Medicamentosa
      • Antibióticos
      • Quimioterápicos
      • Imunossupressores
    • Toxinas
      • Abuso de álcool e outras drogas
      • Exposição no trabalho (ocupacional)
  • Distúrbios nutricionais
    • Deficiência de vitamina B12, folato, ferro, cobre…
  • Reumatológicos
    • Fator reumatoide
    • Proteína C reativa
    • Velocidade de hemossedimentação

O que acontece depois do diagnóstico da anemia aplásica?

Caso haja confirmação do diagnóstico da anemia aplásica, o hematologista irá propor o tratamento adequado, de acordo com a gravidade da doença.7

Para pacientes mais jovens com anemia aplástica grave ou muito grave (SAA), a busca por um transplante de medula óssea deverá ser rapidamente iniciada, enquanto os demais pacientes têm outras opções de tratamento.8

Independentemente da gravidade da anemia aplásica, os pacientes também podem se beneficiar com o encaminhamento para um centro de referência no tratamento da doença.9


Referências

1. Peslak SA, Olson T, Babushok DV. Diagnosis and Treatment of Aplastic Anemia. Curr Treat Options Oncol. 16 de novembro de 2017;18(12):70.
2. Wilson DB, Link DC, Mason PJ, Bessler M. Inherited bone marrow failure syndromes in adolescents and young adults. Ann Med. setembro de 2014;46(6):353–63.
3. Ogawa S. Clonal hematopoiesis in acquired aplastic anemia. Blood. 21 de 2016;128(3):337–47.
4. Babushok DV, Grignon A-L, Li Y, Atienza J, Xie HM, Lam H-S, et al. Disrupted lymphocyte homeostasis in hepatitis-associated acquired aplastic anemia is associated with short telomeres. Am J Hematol. fevereiro de 2016;91(2):243–7.
5. Stanley N, Olson TS, Babushok DV. Recent advances in understanding clonal haematopoiesis in aplastic anaemia. Br J Haematol. 2017;177(4):509–25.
6. Chatterjee S. Telomeres in health and disease. J Oral Maxillofac Pathol JOMFP. 2017;21(1):87–91.
7. Camitta BM. Pathogenesis and treatment of aplastic anemia. Rinsho Ketsueki. abril de 1984;25(4):459–69.
8. Höchsmann B, Moicean A, Risitano A, Ljungman P, Schrezenmeier H. Supportive care in severe and very severe aplastic anemia. Bone Marrow Transplant. fevereiro de 2013;48(2):168–73.
9. Shin SH, Lee SE, Lee JW. Recent advances in treatment of aplastic anemia. Korean J Intern Med. novembro de 2014;29(6):713–26..

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