Cuidado! Conheça os perigos do uso prolongado de corticoides no tratamento da psoríase


Cuidado! Conheça os perigos do uso prolongado de corticoides no tratamento da psoríase

Quem convive com psoríase sabe que chegar ao tratamento adequado nem sempre é fácil. Após meses ou até anos de luta contra a doença, muitos pacientes acabam buscando soluções e pomadas “mágicas”, que usadas sem a orientação médica podem agravar o quadro da psoríase.1

Embora o uso de corticoides seja bastante receitado no diagnóstico inicial da psoríase, por atuar no controle do processo infamatório da pele, ajudando na regeneração das regiões do corpo afetadas pela doença, seu uso prolongado e excessivo é acompanhado por inúmeros efeitos colaterais indesejados.2,3

Os potenciais efeitos colaterais dos corticoides incluem danos na pele, tais como afinamento, alterações na pigmentação, maior propenssão a hematomas, estrias, vermelhidão e vasos sanguíneos superficiais dilatados.4 Os corticoides também podem ser absorvidos através da pele e afetar os órgãos internos quando aplicado em grandes áreas de pele ou usado durante longos períodos de tempo.4

Por conta desses riscos, os medicamentos à base de corticoides são contraindicados para uso prolongado no tratamento da psoríase, pois o organismo pode desenvolver resistência, deixando de produzir o efeito desejado e inclusive agravar a psoríase com o uso contínuo, em vez de controlá-la.2

Felizmente, médicos e pacientes hoje já contam com um amplo arsenal terapêutico, e podem buscar inúmeras alternativas até alcançarem o objetivo do tratamento da psoríase: uma pele sem lesão ou quase sem lesão.5

Vale reforçar que existem diversos tipos de psoríase, sendo a psoríase em placas a mais comum, que atinge cerca de 85-90% dos pacientes.5 Em geral, um terço destes pacientes são diagnosticados com as formas moderada a grave mais severas e complexas de tratar, que trazem um impacto ainda maior na qualidade de vida dos pacientes.6

O acompanhamento do tratamento da psoríase deve ser feito através de questionários como o Índice da Gravidade da Psoríase por Área (PASI) e o Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI), considerando a eficácia do medicamento, traduzida na diminuição ou extinção dos sintomas (como lesões na pele e coceira) e na melhoria da qualidade de vida do paciente.7


Referências

1. Corticóide pode piorar a psoríase. Blog Amigos com Psoríase, 2016. Disponível em: http://www.amigoscompsoriase.com/#!Corticóide-pode-piorar-a-psoríase/cy97/57704c260cf2f8d6d10c7429. Acesso em 22 de agosto de 2016.
2. O uso de corticoide no tratamento da psoríase. Blog Bem Estar, 2015. Disponível em: http://blogbemestar.com.br/o-uso-de-corticoide-tratamento-da-psoriase/. Acesso em 22 agosto de 2016.
3. Gorgievska-Sukarovska B, Lipozencić J. Topical management of psoriasis – corticosteroids and sparing corticosteroid therapy. Acta Dermatovenerol Croat. 2006; 14 (3):188-196.
4. Mild Psoriasis: Topical Steroids. National Psoriasis Foundation. Disponível em: https://www.psoriasis.org/about-psoriasis/treatments/topicals/steroids. Acesso em 22 agosto de 2016.
5. Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP). Guideline on Clinical Investigation of Medicinal Products Indicated for the Treatment of Psoriasis. European Medicines Agency (EMEA), London, 2004. Disponível em: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003329.pdf. Acesso em 22 de agosto de 2016.
6. Salgo R, Thaçi D. Treatment of moderate-to-severe plaque psoriasis. G Ital Dermatol Venereol. 2009 Dec;144(6):701-11.
7. Mattei PL, Corey KC, Kimball AB. Psoriasis Area Severity Index (PASI) and the Dermatology Life Quality Index (DLQI): the correlation between disease severity and psychological burden in patients treated with biological therapies. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2014 Mar;28(3):333-7.

Veja mais em: Diagnóstico e tratamento

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