Tratamento da psoríase


Tratamento da psoríase

O tratamento da psoríase tem dois grandes objetivos, que estão interligados: a melhora das lesões da pele e a melhoria da qualidade de vida do paciente.1-4

Dessa forma, a avaliação do sucesso no tratamento pode ser medida por dois índices:

A escolha e a duração do tratamento dependem da gravidade da psoríase. Na última década, a quantidade de novos tratamentos para combater a psoríase aumentou de forma significativa.1 Com isso, os médicos possuem hoje mais opções para ajudar os pacientes no controle da doença.2

Entre as principais opções de tratamento estão:2,3

  • Tratamentos tópicos (aplicados na pele): apesar de alguns pacientes responderem bem ao uso de pomadas e cremes, os tratamentos tópicos podem não ser suficientes para melhorar a condição da pele e, por isso, são associados a outros tipos de tratamento. 2-3
  • Fototerapia: a luz ultravioleta (UV) natural do sol e a luz UV artificial (UVB ou UVA associada a medicação) podem ser usadas no tratamento da psoríase. Atenção: a fototerapia precisa ser indicada e deve ser acompanhada por um médico, já que o excesso de sol pode causar danos à pele, aumentar o risco de câncer e piorar os sintomas da psoríase.2-3
  • Tratamentos sistêmicos: podem ser prescritos para formas moderadas a graves da psoríase, por via oral ou injetáveis.2-4 Incluem tratamentos imunomoduladores, imunossupressores e os mais recentes medicamentos biológicos.2-4 Entre os medicamentos biológicos, estão os tratamentos chamados anti-TNF, que atuam na inibição do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) e na diminuição do ciclo inflamatório da psoríase4. Nesta classe de medicamentos sistêmicos estão também as opções que agem através da seleção e inibição das interleucinas 12, 17 e 23, descritas abaixo.4

O papel das interleucinas

A cada dia os pesquisadores compreendem mais sobre as causas da psoríase.1 Atualmente, já existem tratamentos aprovados no Brasil e diversos em fase de estudo, que têm como alvo a inibição de algumas citocinas (moléculas que participam da inflamação). Os níveis elevados dessas citocinas no nosso corpo estão associados ao processo inflamatório e, consequentemente, ao aparecimento e agravamento de doenças inflamatórias, incluindo a psoríase.7-8

Entre as citocinas, já se sabe que o TNF e as família das interleucinas 12, 17 e 23 (também chamadas de IL-12, IL-17 e IL-23, respectivamente) desempenham papel-chave no processo inflamatório que leva ao desenvolvimento da psoríase.4,7-8 Por isso, alguns tratamentos têm como foco a inibição dessas moléculas.

Acompanhamento psicológico

Como os pacientes com psoríase podem sofrer alto impacto na qualidade de vida, o acompanhamento psicológico pode ser necessário.1 O objetivo é evitar o isolamento social e a depressão, além de auxiliar em questões relacionadas à autoimagem e à autoestima.1


Referências

1. News in Health – National Institutes of Health (NIH). Itchy, Scaly Skin? Living with psoriasis. Disponível em: http://newsinhealth.nih.gov/issue/Aug2010/Feature2. Acesso em março de 2015.
2. National Psoriasis Foundation. Psoriasis Treatments. Disponível em https://www.psoriasis.org/about-psoriasis/treatments. Acesso em março de 2015.
3. National Institutes of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases (NIAMS) – National Institutes of Health (NIH). Questions and Answers about Psoriasis. Disponível em http://www.niams.nih.gov/health_info/psoriasis/#4. Acesso em março de 2015.
4. National Psoriasis Foundation. Moderate to Severe Psoriasis and Psoriatic Arthritis: Biologic Drugs. Disponível em: https://www.psoriasis.org/sublearn03_severe_biologics. Acesso em maio de 2015.
5. DermNet. PASI Score. Disponível em: http://www.dermnetnz.org/scaly/pasi.html. Acesso em janeiro de 2016.
6. Cardiff University. Dermatology Quality of Life Index (DLQI). Disponível em http://sites.cardiff.ac.uk/dermatology/quality-of-life/dermatology-quality-of-life-index-dlqi/. Acesso em janeiro de 2016.
7. Onishi RM, Gaffen SL. Interleukin-17 and its target genes: mechanisms of interleukin-17 function in disease. Immunology. 2010; 129: 311-21.
8. Griffiths CE and Barker JN. Pathogenesis and clinical features of psoriasis. Lancet. 2007;370:263-271.

Veja mais em: Diagnóstico e tratamento

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