Sinais e sintomas do melanoma

Sinais e sintomas do melanoma

22/02/2017

Sinais e sintomas do melanoma

Muitas vezes os primeiros sinais do melanoma são o surgimento de uma alteração pigmentada na pele ou de modificações de tamanho, forma ou cor de uma pinta ou mancha pré-existente.1 No entanto, o diagnóstico só pode ser confirmado por um dermatologista (médico especialista no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças da pele, pelos, mucosas, cabelos e unhas). Muitas vezes, o diagnóstico preciso só pode ser feito após um exame físico completo e a retirada do possível tumor, seguido do exame chamado histopatológico.2-4

Para possibilitar o diagnóstico precoce, é importante a realização do autoexame da pele da cabeça aos pés, uma vez por mês, procurando por qualquer lesão suspeita. Autoexames podem ajudar a identificar potenciais cânceres de pele cedo, incluindo o melanoma, quando eles quase sempre podem ser completamente curados.5 Saiba mais em dicas para prevenir o melanoma e fazer o diagnóstico precocemente.

Como fazer o autoexame mensal da pele?

Para um autoexame bem sucedido, obviamente você precisa saber o que está procurando. O primeiro passo é saber diferenciar as pintas normais de anormais; quais alterações cutâneas podem indicar um melanoma; e qual método pode ser utilizado para ajudá-lo a notar qualquer alteração.

A maioria das pessoas têm pintas, e quase todas são inofensivas. Uma pinta normal é geralmente uniformemente colorida, podendo ser plana ou elevada, redonda ou oval e geralmente tem menos de 5 mm de diâmetro. Algumas pintas podem ser de nascença, mas a maioria aparece durante a infância ou na adolescência. Pintas que aparecem na vida adulta devem ser examinadas por um médico.2-4

Uma pinta, após se desenvolver, normalmente permanece do mesmo tamanho, forma e cor durante anos. Algumas pintas podem até eventualmente desaparecer.2

Portanto, para detectar melanomas ou outros tipos cânceres de pele é importante ficar atento a alguns sinais como:

 

  • Manchas escuras sob as unhas de mãos ou pés, nas palmas das mãos, plantas dos pés, ou nas membranas mucosas;1-3
  • Novas manchas ou pintas com forma irregular;1-3
  • Crescimento e/ou mudança de cor e/ou textura em pintas ou manchas já existentes;1-3
  • Coceira, sensibilidade ou dor;1-3
  • Sangramentos ou lesões que não cicatrizam;1-3
  • Vermelhidão ou inchaço.1-3

 

Regra ABCDE

 

Sinais melanoma

 

Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, dermatologistas desenvolveram uma metodologia chamada de regra ABCDE. Desconfie do melanoma se uma pinta ou mancha apresentar:

 

  • Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
  • Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
  • Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
  • Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
  • Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

 

 

Atenção: há ainda melanomas não se enquadram nas regras acima descritas, por isso é importante informar ao médico quaisquer alterações em lesões de pele ou novas lesões de aparência diferente do restante das pintas existentes.

 

Em caso de sinais do melanoma, procure sempre um dermatologista. Nenhum autoexame substitui a consulta e avaliação médica.4

 

Sinais e sintomas no melanoma avançado

Melanoma avançado ocorre quando o câncer de pele se espalha para outros tecidos e órgãos distantes do tumor primário. Sendo assim, o melanoma avançado (também chamado de melanoma metastático) pode apresentar os mesmo sinais e sintomas descritos anteriormente e outros que variam de acordo com a região para onde o câncer se disseminou6,7. Entre os sinais e sintomas do melanoma avançado de acordo com a área atingida, estão:

 

  • Gânglios linfáticos (pequenas estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas e contêm células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções8): podem estar endurecidos, inchados e doloridos.6,7
  • Pele: pode apresentar nódulos endurecidos.6,7
  • Pulmões: falta de ar ou tosse que não melhora.6,7
  • Fígado: dor no lado direito do abdômen (abaixo da costela direita) ou falta de apetite.6,7
  • Ossos: dor em seus ossos.6,7
  • Cérebro: dor de cabeça que não alivia, fraqueza ou dormência em braços ou pernas, convulsões e alterações de personalidade ou humor.6,7

 

Outros sintomas podem incluir perda de peso inesperada e sensação de cansaço e mal-estar geral. Todos estes sintomas podem ser causados por outras condições e doenças, por isso é importante consultar um médico para descobrir o que está acontecendo.6,7

Para fazer o diagnóstico de melanoma metastático são necessários alguns exames. Uma vez diagnosticado, é importante que seja realizado um teste para verificar a existência de mutações genéticas, como no gene BRAF. Assim o médico poderá escolher as melhores opções de tratamento que garantam um melhor controle da doença em longo prazo com menos efeitos colaterais para o paciente.6-7,9 Para se ter uma ideia, terapias alvo trazem benefícios clínicos para mais de 90% dos pacientes com mutação positiva no gene BRAF, promovendo o controle da doença a longo prazo mantendo a qualidade de vida dos pacientes.10

 


Referências
1. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes diagnósticas e terapêuticas do melanoma maligno cutâneo. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2013/prt0357_08_04_2013.html. Acesso em janeiro de 2017.
2. American Cancer Society. Melanoma skin cancer signs and symptoms. Disponível em http://www.cancer.org/cancer/skincancer-melanoma/detailedguide/melanoma-skin-cancer-signs-and-symptoms. Acesso em janeiro de 2017.
3. Instituto Oncoguia. Sinais e sintomas do câncer de pele melanoma. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-pele-melanoma/556/187/. Acesso em janeiro de 2017.
4. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Câncer da pele. Disponível em http://www.sbd.org.br/doenca/cancer-da-pele/. Acesso em janeiro de 2017.
5. Skin Cancer Foundation. Melonoma warning signs and images. Disponível em http://www.skincancer.org/skin-cancer-information/melanoma/melanoma-warning-signs-and-images. Acesso em janeiro de 2017.
6. Instituto Oncoguia. O que é melanoma metastático. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/o-que-e-melanoma-metastatico/10107/1069/. Acesso em janeiro de 2017.
7. Webmd. What Is Metastatic Melanoma? Disponível em http://www.webmd.com/melanoma-skin-cancer/metastatic-melanoma-15/skin-stage-iv?ecd=wnl_can_112216&ctr=wnl-can-112216_nsl-ld-stry_1&mb=GjQZRpzWNetalfIhwACU1eHnVev1imbC2cZOjgc1U8I%3d. Acesso em janeiro de 2017.
8. Instituto Oncoguia. Linfonodos e câncer. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/linfonodos-e-cancer/6814/1/. Acesso em janeiro de 2017.
9. Journal of the German Society of Dermatology. Malignant melanoma S3-guideline “diagnosis, therapy and follow-up of melanoma”. Disponível em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ddg.12113_suppl/epdf. Acesso em janeiro de 2017.
10. Lancet. 2015 Aug 1;386(9992):444-51. doi: 10.1016/S0140-6736(15)60898-4.Dabrafenib and trametinib versus dabrafenib and placebo for Val600 BRAF-mutant melanoma: a multicentre, double-blind, phase 3 randomised controlled trial.Long GV, Stroyakovskiy D, Gogas H, Levchenko E, de Braud F, Larkin J, Garbe C, Jouary T, Hauschild A, Grob JJ, Chiarion-Sileni V, Lebbe C, Mandalà M, Millward M, Arance A, Bondarenko I, Haanen JB, Hansson J, Utikal J, Ferraresi V, Kovalenko N, Mohr P, Probachai V, Schadendorf D, Nathan P, Robert C, Ribas A, DeMarini DJ, Irani JG, Swann S, Legos JJ, Jin F, Mookerjee B, Flaherty K.