Adesão ao tratamento da LMC: fundamental para o controle da doença

Adesão ao tratamento da LMC: fundamental para o controle da doença

03/02/2017

O prognóstico (ou a previsão de como a doença irá evoluir) da leucemia mieloide crônica (LMC) melhorou significativamente desde que se iniciaram os tratamentos com os inibidores de tirosina quinase (terapias-alvo). Os pacientes vivem hoje mais tempo e têm uma melhor qualidade de vida podendo executar normalmente as tarefas do dia a dia.1

No entanto, muitos estudos têm demonstrado falta de adesão ao tratamento pelos pacientes. Quando não se toma o medicamento com a frequência prescrita pelo médico, as células anormais podem tornar-se resistentes ao medicamento e este pode deixar de ser eficaz por surgirem mutações, como a mutação T315I. Nesse caso a doença pode progredir, sem possibilidade de controle. A LMC, quando não tratada, é uma doença que apresenta risco de morte. Portanto, tanto o não tratamento, como a ingestão do remédio de forma irregular, aumentam a possibilidade de progressão da LMC para sua forma mais agressiva (a forma blástica, conheça mais em fases de evolução da LMC), o que diminui a expectativa de vida do paciente e as chances de remissão da doença.2-4

Entre as causas da baixa adesão estão a dificuldade de administração da medicação (não conseguir engolir as cápsulas ou abrir o frasco), o desejo de evitar os efeitos colaterais do medicamento, o esquecimento da dose diária, ou mesmo a interrupção do tratamento quando o paciente se sente bem.5

 

A boa adesão significa que o paciente segue à risca todas as recomendações do médico, como:

  • Tomar o número apropriado de pílulas, no horário prescrito pelo médico respeitando as orientações de tomada com ou alimentos (quando necessário);3,4
  • Realizar o PCR quantitativo a cada três meses para controlar a evolução da doença;6
  • Informar quaisquer efeitos colaterais para que o tratamento de suporte possa ser administrado.3,4

 

Lembre-se: a LMC é uma doença crônica, mas através do tratamento contínuo e da boa adesão ao medicamento, a doença pode ser controlada e até atingir sua remissão.7,8

 

Conheça 4 dicas para ter uma boa adesão ao tratamento da LMC!

 


Referências
1. Journal of Clinical Oncology. Life expectancy of patients with chronic myeloid leukemia approaches the life expectancy of the general population. Disponível em http://ascopubs.org/doi/abs/10.1200/JCO.2015.66.2866.full. Acesso em dezembro de 2016.
2. Journal of Clinical Oncology. Adherence is the critical factor for achieving molecular responses in patients with chronic myeloid leukemia who achieve complete cytogenetic responses on imatinib. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20385986. Acesso em dezembro de 2016.
3. Instituto Oncoguia. Tratamento da Leucemia Mieloide Crônica por Estágio. http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tratamento-da-leucemia-mieloide-cronica-por-estagio/7997/338/
4. My CML Life. Importance of adherence. Disponível em http://www.mycmllife.eu/pt/manage/importance_of_adherence/. Acesso em dezebro de 2016.
5. Revista Brasileira de Farmacologia do Hospital Servidor Saúde São Paulo. Avaliação da adesão ao mesilato de imatinibe de pacientes com Leucemia Mieloide Crônica. Disponível em http://www.sbrafh.org.br/rbfhss/public/artigos/2013040301000437BR.pdf. Acesso em dezembro de 2016.
6. ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. Teste molecular: Um guia para atingir suas metas de tratamento na LMC Ph+. Disponível em http://www.abrale.org.br/docs/lmc/teste-molecular.pdf. Acesso em dezembro de 2016.
7. Annals of Hematology. A review of the European LeukemiaNet recommendations for the management of CML. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25814080. Acesso em janeiro de 2017.
8. Journal of Clinical Oncology. Adherence is the critical factor for achieving molecular responses in patients with chronic myeloid leukemia who achieve complete cytogenetic responses on imatinib. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20385986. Acesso em dezembro de 2016.