O tratamento do diabetes tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2

O tratamento do diabetes tipo 2 não é complexo, mas exige muito comprometimento dos pacientes. Além de mudar o estilo de vida, o que já é bastante desafiador, as pessoas com diabetes tipo 2 precisam ter disciplina na adesão ao tratamento medicamentoso prescrito ao longo de toda a vida.

“Com os recursos que nós temos atualmente de medicamentos e monitorização, o paciente de diabetes pode ter uma vida praticamente normal, desde que siga as recomendações médicas. O estigma de que o diabetes é uma doença incapacitante e que leva a complicações fatais em 100% dos casos não é verdadeiro. Quando há adesão ao tratamento, a qualidade de vida melhora demais.”
Dr. Luiz Alberto Andreotti Turatti, Doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e Presidente Eleito da Sociedade Brasileira de Diabetes. – CRM SP 82009

Entre os pilares do tratamento do diabetes estão:1,2

  • alimentação saudável, com baixa ingestão de gorduras e açúcar;
  • atividades físicas regulares (30 minutos, 5 vezes por semana);
  • perda do excesso de peso e controle do peso;
  • adesão à tomada dos remédios prescritos pelo médico;
  • monitoramento periódico dos níveis de glicose no sangue;
  • visitas médicas regulares para avaliação do controle da doença e monitoramento dos riscos associados.

Medicamentos para o controle do diabetes tipo 2

É possível que alguns pacientes com diabetes tipo 2 consigam alcançar o controle do diabetes com a mudança no estilo de vida e a redução da massa corporal, no entanto, a grande maioria das pessoas
necessita de tratamento medicamentoso
para alcançar o controle do diabetes tipo 2, minimizando seus riscos.

A escolha do tratamento é feita com base em diferentes fatores, como a idade do paciente, as taxas de glicose no sangue e o quadro geral de saúde do paciente. Entre as classes de medicamentos disponíveis estão:3,4

  • biguanidas (metformina);
  • sulfoniureias;
  • metiglinidas;
  • glitazonas;
  • inibidores da alfaglicosidade;
  • inibidores da DPP4 (gliptinas);
  • inibidores da SGLT2;
  • miméticos e análogo do GLP1;
  • insulina.

Como essas classes de medicamentos agem através de mecanismos de ação diferentes, é provável que os médicos combinem mais de uma abordagem terapêutica, visando melhores resultados para os pacientes com diabetes. Ao longo do tempo, também pode haver substituição de terapias, sempre na busca individualizada da melhor resposta terapêutica e redução dos efeitos colaterais.

“O diabetes é uma doença que evolui, por isso, deve ser tratada intensivamente desde o diagnóstico. Os resultados podem ser melhores quando utilizamos duas medicações combinadas. Hoje, a vantagem é que as duas medicações podem estar no mesmo comprimido – o que melhora a adesão, pois diminui o número de comprimidos administrados por dia”.
Dr. Luiz Alberto Andreotti Turatti, Doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e Presidente Eleito da Sociedade Brasileira de Diabetes. – CRM SP 82009

A importância da automonitorização3

Os aparelhos que permitem que o próprio paciente monitore o diabetes em casa, no trabalho ou durante uma viagem a quantidade de glicose no sangue têm sido cada vez mais utilizados. Por isso, vale a pena conversar com o médico para avaliar em que momentos a automonitorização da glicemia é recomendada.

Sempre que possível, anote seus índices e mostre ao médico na próxima consulta, como uma forma de ajudá-lo na avaliação da eficácia do tratamento e do controle adequado do diabetes tipo 2.

Com o tempo e a ajuda desses equipamentos, você poderá entender melhor a resposta do seu corpo após alimentação, exercícios, ingestão de álcool e medicamentos, por exemplo.

A automonitorização dos níveis de glicose no sangue é igualmente importante para avaliar quando há excesso de glicose no sangue (hiperglicemia), como para indicar que os níveis de glicose estão abaixo do normal (hipoglicemia).

Se você não possui esse tipo de aparelho, avalie se há uma clínica, farmácia ou posto de saúde por perto, que ofereça esse serviço.

Consultas e check-ups regulares

Além da automonitorização, as pessoas com diabetes tipo 2 devem fazer visitas médicas regulares, a fim de avaliar o controle da doença, a necessidade de mudança de tratamento medicamentoso ou ainda a necessidade de tratamento multidisciplinar para auxiliar na adoção das mudanças no estilo de vida (nutricionista, educador físico, etc.).

A cada novo sintoma, o médico também deve ser procurado para reavaliar o quadro de saúde do paciente.


Referências

1. Site do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK), do National Institutes of Health (NIH). Disponível em http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/riskfortype2/index.aspx. Último acesso em maio de 2015.
2. Site da American Diabetes Association (ADA). Disponível em http://www.diabetes.org/food-and-fitness/food/planning-meals/diabetes-meal-plans-and-a-healthy-diet.html?loc=ff-slabnav. Último acesso em maio de 2015.
3. Site da Mayo Clinic. Disponível em http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/type-2-diabetes/basics/treatment/con-20031902. Último acesso em maio de 2015.
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2013/2014. Disponível em http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/342–diretrizessbd.pdf. Último acesso em maio de 2015.

Veja mais em: Diagnóstico e tratamento

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