Como diagnosticar o diabetes tipo 2?

Como diagnosticar o diabetes tipo 2?

O diagnóstico do diabetes tipo 2 é realizado por meio de exames de sangue e, mais precisamente, da medição da glicemia.1 Apesar de simples do ponto de vista clínico, o grande desafio do diagnóstico do diabetes é que haja a suspeita do paciente quanto à possibilidade da doença e a busca pelo diagnóstico. Isso pode levar anos, ou simplesmente não acontecer.

No Brasil, existem 11,6 milhões de pessoas com diabetes entre 20 e 70 anos, mas cerca de 3,2 milhões de brasileiros ainda não sabem que convivem com os riscos da doença.2

“O diagnóstico precoce do diabetes é fundamental, mas na grande maioria dos casos, os pacientes estão com o açúcar elevado no sangue há muitos anos, mas só vão buscar o diagnóstico quando passam a apresentar as complicações do diabetes.”
Dr. Luiz Alberto Andreotti Turatti, Doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e Presidente Eleito da Sociedade Brasileira de Diabetes. – CRM SP 82009

Qualquer médico pode solicitar os exames necessários para diagnosticar uma pessoa com diabetes. Em geral, os clínicos gerais, endocrinologistas, cardiologistas e geriatras são os médicos mais envolvidos no diagnostico do diabetes tipo 2.

Os exames mais utilizados no diagnóstico do diabetes tipo 2 são:

  • Teste de glicemia de jejum (teste de glicose no sangue): este teste simples avalia a quantidade de glicemia no sangue no período determinado em que o teste é realizado. Como o teste exige 8 horas de jejum (exceto em relação ao consumo de água), ele é preferencialmente realizado no período da manhã.3

tabela teste de glicemia

Fonte da tabela: site da American Diabetes Asociation (ADA). Disponível em http://www.diabetes.org/diabetes-basics/diagnosis/?loc=db-slabnav. Último acesso em maio de 2015.

glicose_no_sangue

ATENÇÃO: mesmo que os níveis de glicose no sangue estejam acima daqueles considerados normais ou saudáveis, é preciso que este teste seja repetido em outro momento, e que sejam realizados diferentes exames, antes de determinar se o paciente está ou não com diabetes. Isso porque, o resultado pontual deste teste pode estar influenciado por alguns fatores, como a prática de atividades físicas ou a ingestão de certos alimentos.

  • Hemoglobina glicada (HbA1c): com uma única coleta de sangue, este teste permite fazer a medição retroativa das taxas de glicose no sangue por um período de 90 dias. Por essa razão, este teste é mais confiável e um importante aliado no diagnóstico do diabetes.

 

  • Teste Oral de Tolerância à Glicose: este teste é também chamado de “curva glicêmica”, pois ao longo de diferentes etapas o paciente tem os níveis de glicose no sangue monitorados, o que resulta em uma curva das taxas de glicose no sangue ao final do exame. Em uma das etapas, o paciente ingere uma solução com 75 gramas de açúcar dissolvido em água (um xarope de glicose).1,3

tabela tolerância à glicose

Fonte da tabela: site da American Diabetes Asociation (ADA). Disponível em http://www.diabetes.org/diabetes-basics/diagnosis/?loc=db-slabnav. Último acesso em maio de 2015.

É bastante comum que os médicos peçam mais de um exame para fazer o diagnóstico final do diabetes tipo 2. Da mesma forma, os testes podem ser utilizados como forma de acompanhar o controle da doença já diagnostica, e também a resposta dos pacientes aos tratamentos administrados.


Referências

1. Site da Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em http://www.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes. Último acesso em maio de 2015.
2. Atlas do Diabetes 2014 – Atualização 6ª edição – IDF. Adaptado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e disponível em: http://www.diabetes.org.br/images/pdf/Atlas-IDF-2014.pdf. Último acesso em maio de 2015.
3. Site da American Diabetes Asociation (ADA). Disponível em http://www.diabetes.org/diabetes-basics/diagnosis/?loc=db-slabnav. Último acesso em maio de 2015.

Veja mais em: Diagnóstico e tratamento

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